Por Jaime Septién
MÉXICO, quinta-feira, 5 de novembro de 2009 (ZENIT.org - El Observador).- Mediante um comunicado emitido ontem, a Conferência Episcopal Mexicana (CEM) mostrou sua preocupação pelas notícias recebidas recentemente sobre as “constantes ameaças, intimidações e agressões de que são objeto a Casa do Migrante, os migrantes que se hospedam lá e a equipe que a atende, particularmente em Belén, Posada del Migrante, que se situa na cidade de Saltillo (Coahuila).
O comunicado, assinado por Dom José Leopoldo González González, bispo auxiliar de Guadalajara e secretário-geral da CEM, faz um convite às autoridades do Estado de Coahuila, para que, no exercício de suas responsabilidades, investiguem sobre os ataques e ameaças, previnam-nos e protejam os serviços de apoio aos migrantes que transitam pelo nosso país com o único desejo de obter uma qualidade de vida melhor”.
Cada dia, milhares de migrantes cruzam a fronteira com os Estados Unidos procurando melhorar sua renda e a da sua família; muitos deles são atendidos e cuidados, no caminho rumo ao Norte, por casas de migrantes, que dependem diretamente de diversas associações e recebem uma atenção especial da Igreja Católica.
“Pedimos às autoridades que adotem, sem demora, medidas efetivas de proteção para garantir a segurança dos que trabalham em Belén, Posada del Migrante e que se reconheça o trabalho tão importante daqueles que oferecem ajuda humanitária aos migrantes”, escreveu Dom González, em nome de todos os bispos mexicanos.
Mais adiante, o secretário-geral da CEM recordou os maus tratos de pessoas e famílias por parte do crime organizado, que sequestra os migrantes – sobretudo os da América do Norte – para pressionar seus familiares que residem nos Estados Unidos ou no México, e o abuso que recebem às vezes das autoridades federais, estatais e municipais, deixando impunes os delitos cometidos no território nacional.
“A Igreja que atua em nome do mandamento supremo de Jesus Cristo, que consiste em amar a Deus e aos nossos irmãos, especialmente os mais pobres e necessitados, não pode deixar passar esta oportunidade de solidarizar-se com os migrantes e de velar pelos seus direitos e pelos direitos das pessoas que os assistem”, escreveu Dom González.
O comunicado de imprensa recordou as palavras do Papa Bento XVI que, com a seguinte indicação, ressalta o trabalho de toda a Igreja no tema dos migrantes: “Esta é a missão da Igreja e de todos os batizados, uma missão que, com atenta solicitude pastoral, dirige-se também ao variado universo dos migrantes (...), incluindo os que são vítimas das escravidões modernas, como, por exemplo, o tráfico de seres humanos”.
“Temos a responsabilidade de manifestar o amor que está condensado na mensagem evangélica; os autênticos discípulos de Cristo são reconhecidos por seu amor mútuo e por acolher todos”, concluiu o prelado mexicano, em nome dos bispos do país.
















