ZP06022107 - 21-02-2006
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Dor do Papa pelos falecidos e feridos nos protestos na Nigéria


Um sacerdote entre os assassinados


CIDADE DO VATICANO, terça-feira, 20 de fevereiro de 2006 (ZENIT.org).- Bento XVI manifestou publicamente sua dor pelos «protestos violentos» no norte da Nigéria que provocaram a morte de ao menos trinta pessoas, a maioria cristã, e de um sacerdote.

Em um telegrama enviado em seu nome pelo cardeal Angelo Sodano, secretário de Estado, o Papa «assegura aos afetados sua proximidade na oração e encomenda o reverendo padre Michael Gajere e todos os falecidos ao amor misericordioso do Todo Poderoso».

Segundo informa «L’Osservatore Romano» em sua edição em italiano desta quarta-feira, além dos trinta falecidos, ao menos outras 230 pessoas ficaram feridas durante a onda de violência.

O próprio jornal explicava esta terça-feira que o padre Gajere testemunhou «o Evangelho com o dom supremo da vida», como o sacerdote Andrea Santoro, assinado na Turquia em 5 de fevereiro.

«Foi brutalmente assassinado» depois de «ter salvado heroicamente os coroinhas presentes na paróquia».

«L’Osservatore Romano» esclarece desta forma que «aos protestos contra as charges» de Maomé «uniu-se a oposição a uma emenda constitucional que permitiria ao presidente Olusegun Obasanjo apresentar-se a um terceiro mandato no ano 2007».

«Os autores das desordens destruíram também doze igrejas, duzentas lojas, cinqüenta casas particulares e centenas de veículos», indica o jornal.

Segundo a mesma fonte, «outras cinco pessoas morreram em confrontos na cidade de Bauchi, onde extremistas islâmicos denunciaram um suposto caso de profanação do Alcorão em uma escola cristã».

A mensagem pontifícia invoca «as bênçãos divinas de força e consolo» e assegura orações «por todos os encarregados da segurança, alentando-os em seus esforços para assegurar a paz e para promover o estado de direito que todas as pessoas de boa vontade anseiam».

O núncio apostólico na Nigéria, arcebispo Renzo Fratini, declarou à agência «Fides» que o «o protesto pelas charges é só um pretexto».

«Trata-se de um fenômeno que tem pouco a ver com a religião, pois há manipulações políticas que tentam se aproveitar das divisões da sociedade nigeriana para seus próprios objetivos», indica, citando as tensões criadas pela proposta de emenda à Constituição.


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