DZIKOW, sexta-feira, 8 de junho de 2007 (ZENIT.org) .- A ideologia pró-eutanásia e a expressão «paciente em estado vegetativo» estão novamente em discussão, dada a recente evolução, na Polônia, do caso de um operário: está-se recuperando de 19 anos de coma.
As páginas do diário italiano «Avvenire» difundiram na quinta-feira a experiência de Jan Grzeb-ski, invocando para os enfermos «vegetativos» o princípio de precaução.
Um trauma craniano terminou precipitando o cidadão polonês, em 1988, a um estado de inconsciência. Os especialistas lhe deram dois ou três anos de vida. Contudo, sua esposa, Gertruda, manteve a esperança e se ocupou de seus cuidados.
A recente recuperação de Jan -- pai de quatro filhos -- desse estado, depois de 19 anos, lhe permitiu conhecer onze netos.
«Minha esposa me salvou; não esquecerei jamais», declarou à televisão polonesa.
O diário católico italiano sublinha a renovada objeção que este acontecimento representa para todos que invocam a eutanásia para enfermos em estado prolongado de inconsciência. «A falta de consciência não tira do homem sua intangível dignidade», escreve.
Denuncia igualmente como a noção de «estado vegetativo» que se emprega em alguns destes casos induz erroneamente a pensar que o sujeito seja mais um vegetal que um ser humano.
«Seria melhor evitar tanto a expressão 'estado vegetativo' como falar de privação 'permanente' da consciência -- acrescenta --, porque não existe a certeza absoluta de que um paciente não possa jamais voltar a si.»
Adverte finalmente o diário: «Esses enfermos não têm necessidade de eutanásia, mas de amor, do amor que não se rende nem se desanima. Do amor da esposa de Jan».
ZP07060829 - 08-06-2007
Permalink: http://www.zenit.org/article-15280?l=portuguese
Superação de estado de coma na Polônia, nova objeção à ideologia pró-eutanásia
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