ZP07092806 - 28-09-2007
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Cáritas pede ao regime birmanês que respeite protesto pacífico


CIDADE DO VATICANO, sexta-feira, 28 de setembro de 2007 (ZENIT.org).- Caritas Internacionalis fez um chamado para que se ponha fim à violência em Mianmar (Birmânia), enquanto as autoridades do país adotam medidas drásticas contra o protesto pacífico dos monges budistas.

Durante este mês se registraram numerosas manifestações de protesto não-violentas, encabeçadas pelos monges budistas do país. O Governo militar decidiu aumentar o uso da força em resposta a estas marchas.

As forças de segurança birmanesas atiraram de novo na sexta-feira contra milhares de manifestantes no centro de Yangun, enquanto a junta militar ordenou suspender o principal link de internet com o exterior.

Em um comunicado enviado à Zenit, a Cáritas exorta a tal Governo que respeite os direitos humanos da população civil, «inclusive seu direito a protestar pacificamente».

Desta forma, a Cáritas pede à comunidade internacional que use sua influência ante o Governo birmanês, «com o fim de conseguir uma resolução não-violenta da atual situação».

A Cáritas afirma que a China, a Índia e a Associação das Nações Unidas do Sudoeste Asiático (ASEAN) poderiam fazer mais para mediar com Mianmar.

Lesley-Anne Knight, Secretária-Geral de Caritas Internationalis, declarou: «Condenamos a violenta resposta às manifestações pacíficas e expressamos nossa solidariedade com a população de Mianmar. A comunidade internacional deveria acompanhar de perto o que sucede em Mianmar, neste momento e nos próximos dias, já que temos ulteriores repercussões contra os monges e a população civil».

A Cáritas se une ao Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, na hora de exortar às autoridades para que encontrem uma solução pacífica à crise e que essa se traduza em ação.

«O Conselho de Segurança da ONU deve demonstrar sua responsabilidade e compromisso com o povo de Mianmar e seguir tentando encontrar uma solução pacífica à crise», considera Cáritas.

Na quarta-feira, haviam morrido quatro pessoas – um civil e três militares – e cem pessoas ficaram feridas nas ações violentas.

Mas na sexta-feira, o embaixador australiano na Birmânia, Bob David, afirmou que o número de mortos desde o início dos protestos é muito maior que os números oficiais anunciados pelo regime militar birmanês.


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