ZP07101105 - 11-10-2007
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Insegurança força Cáritas a trasladar equipe de Darfur para capital sudanesa


NYALA, quinta-feira, 11 de outubro de 2007 (ZENIT.org).- Desde o operativo de resposta urgente por Darfur – uma ação conjunta de ACT-Cáritas – decidiu-se, por razões de segurança, o traslado temporário da equipe internacional desde a região do sul do Sudão à capital do país africano, Cartum.

«Action by Churches Together International» (ACT) e «Cáritas Internacional» (CI) desenvolvem esta resposta à crise de Darfur.

ACT é uma aliança global de igrejas e organizações vinculadas que trabalham para salvar vidas e ajudar comunidades do mundo inteiro em situações de emergência. A Cáritas Internacional é uma confederação de organizações católicas de assistência, desenvolvimento e serviço social, com presença em mais de 200 países e territórios.

Um comunicado da CI da quarta-feira recolhe as declarações de John Distefano, diretor do operativo ACT-Caritas, sobre este traslado da equipe: «Trata-se de uma medida preventiva em linha com procedimentos padrão e confiamos em ter de volta nosso pessoal no campo depois do ‘Eid’ [festa do fim do Ramadã. Ndr] para que continuem seu trabalho de apoio às comunidades gravemente afetadas de Darfur».

De qualquer forma, as atividades de caráter essencial para a vida prosseguirão, com a equipe que estará em constante rotação.

Se as condições permitirem, ACT-Caritas espera o regresso de sua equipe a Darfur ainda neste mês.

A Cáritas que a situação em Darfur, nos últimos três meses, é imprevisível; registra-se uma insegurança crescente e fortes desafios para as operações humanitárias, como a que ACT-Caritas leva a cabo.

A mencionada ação conjunta está dando resposta à pior tragédia humana do planeta desde julho de 2004.

Esta iniciativa coordenou e canalizou com êxito – em um dos maiores programas de ajuda no sul e oeste de Darfur – os recursos de aproximadamente sessenta organizações católicas, protestantes e ortodoxas.

Há quatro anos, na região de Darfur começou a perseguição contra a população local africana, por parte de milícias armadas de origem árabe. O resultado: ao menos 200 mil mortos e dois milhões de refugiados, cuja sobrevivência constitui um desafio diário.



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