ZP07102406 - 24-10-2007
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Cardeais pedem mudança da lei britânica do aborto


Defendem o papel do pai na vida da criança


LONDRES, quarta-feira, 24 de outubro de 2007 (ZENIT.org).- Os presidentes das conferências episcopais de Inglaterra e Gales e também da Escócia declararam que o número de abortos em seus países é uma fonte de angústia para todos, independentemente de seu credo ou convicções políticas.

O cardeal Keith O’Brien, presidente da Conferência Episcopal da Escócia, e o cardeal Cormac Murphy-O’Connor, presidente da Conferência Episcopal da Inglaterra e Gales, afirmaram isso em uma carta publicada nesta segunda-feira, por ocasião do 40º aniversário da Lei de Aborto de 1967.

Os prelados indicam que o desenvolvimento tecnológico nestes quarenta anos produziu uma nova compreensão sobre o início da vida humana.

«Em 1967, a ultra-sonografia era um instrumento primitivo – escrevem. Os escâneres de ultra-som atuais podem revelar com detalhe extraordinário o desenvolvimento de uma vida humana no útero. Os bebês prematuros podem sobreviver hoje inclusive em idades muito prematuras.»

«A biologia evolutiva deixa cada vez mais claros os maravilhosos processos de desenvolvimento e crescimento contínuo do organismo único formado na concepção.»

Os cardeais lamentam ter «uma das leis de aborto mais liberais da Europa, com aborto até as 24 semanas e aborto em caso de invalidez, e, em outros casos, até o nascimento». Indicam que em seus territórios são realizados cerca de 200.000 abortos cada ano.

Os cardeais afirmam que o slogan «o direito a escolher da mulher» nega o papel do pai na vida da criança.

«Parece que se subestima o fato de que a maioria dos homens deseja ser pai de seus filhos – afirmam. Se aceitarmos o direito da mulher de escolher como o princípio reitor de tão profunda decisão entre a vida e a morte, mais que animar os homens a aceitar a responsabilidade, isso pode ajudá-las a negá-la ou evitá-la.

«Por isso, consideramos que o aborto não é só uma opção pessoal, mas tem a ver com as opções de nossa sociedade para ajudar as mulheres, seus cônjuges e famílias nessas situações. Se nossa sociedade faz da vida sua opção, não há razão para que a criança, a mãe e o pai e inclusive toda a família não possam crescer até a plenitude. O aborto priva todos de seu futuro. Individualmente e como sociedade, cremos que temos outra opção: fazer a vida nascer.»

Os cardeais propõem sete passos para ajudar a mudança, incluindo «respeitar e apoiar a decisão de quem, no serviço de saúde, rejeita realizar ou assistir abortos por motivos de consciência», assim como o desenvolvimento de melhores programas educativos.

«A Igreja Católica oferece participar no trabalho com outros a favor dessa oportuna mudança de mente e coração – concluem. Esperamos e oramos pelo objetivo de nossa comum humanidade e pelas as vidas ameaçadas, para que nos próximos 40 anos possamos contar uma história muito diferente. Agora é o momento de empreender uma pesquisa diversa.»


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