ZP07111207 - 12-11-2007
Permalink: http://www.zenit.org/article-16715?l=portuguese

Reconhecer dois Estados para Israel e Palestina favorecerá paz


Proposta da Santa Sé na ONU


NOVA YORK, segunda-feira, 12 de novembro de 2007 (ZENIT.org).- A Santa Sé está certa de que o reconhecimento de dois Estados, o de Israel e o da Palestina, constitui a melhor maneira para superar o conflito entre estes dois povos, assim como a crise no Oriente Médio.

Assim explicou o arcebispo Celestino Migliore, observador permanente da Santa Sé ante as Nações Unidas, em 8 de novembro, ao intervir na sessão da assembléia geral dessa instituição, que enfrenta a questão dos refugiados palestinos no Oriente Médio.

«Adiar sem fim a resolução do conflito Israel-Palestina, rejeitando a negociação, significa perpetuar a injustiça e prejudicar sobretudo os povos inocentes que vivem na região», denunciou Dom Migliore.

«Não pode ser ignorado o fato de que o conflito continua gerando instabilidade no Oriente Médio», denunciou o representante papal.

Resolver esta crise «é uma responsabilidade primária, não dos países que formam o quarteto mediador, mas sobretudo das duas partes e dos países confinantes».

«É indispensável que israelenses e palestinos iniciem quanto antes possível as negociações efetivas sobre a solução de dois estados», assegurou.

Por este motivo, comunicou o desejo da Santa Sé de que a Conferência internacional de Paz, programada para o final deste mês, acelere o processo de definição de um acordo realista entre as duas partes.

Dom Migliore sublinhou também o papel que as diferentes confissões religiosas na Terra Santa podem oferecer para superar a crise.

A Santa Sé – revelou – está a favor de «um estatuto especial para a Cidade de Jerusalém», que garante sua identidade de cidade santa de três religiões.

Neste contexto, considerou que o muro de segurança israelense «oferece muitas dificuldades à liberdade de movimento» e é um inconveniente para o diálogo.

«É necessário aprender daqueles que em outros contextos conseguiram acabar com a violência», advertiu por último.

«É necessário um diálogo paciente, uma confiança perseverante, a superação de preconceitos culturais e religiosos e aquele desejo de paz que levou tantos povos a recuperar a harmonia depois da devastação, do ódio e da violência» concluiu.


© Innovative Media, Inc.

A reprodução dos serviços de Zenit requer a permissão expressa do editor.



envie a um amigo comente esta notícia
formato para impressão formato PDF
acima


zenit por email | zenit em rss | presenteie zenit | recomende zenit | apóie zenit

| condições de uso | enviar notícias e comunicados | fale conosco | página principal

© Innovative Media, Inc.