ZP08020816 - 08-02-2008
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Ser mulher é uma missão


Três participantes do Movimento de Schoenstatt no congresso organizado pela Santa Sé


ROMA, sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008 (ZENIT.org).- Três participantes no congresso «Mulher e homem, a totalidade do humanum» organizado pela Santa Sé, membros do Movimento de Schoenstatt, estão certas de que ser mulher é uma autêntica missão.

Explicam à Zenit, Perla Piovera, da Argentina; Alicia Kostka, da Polônia; e Marianne Mertke, da Alemanha; elas oferecem suas contribuições a este encontro mundial a partir da espiritualidade de Schoenstatt, movimento apostólico mariano.

O congresso, convocado pelo Conselho Pontifício para os Leigos, analisa o impacto da carta apostólica «Mulieris dignitatem», primeiro documento pontifício dedicado à mulher, publicado há vinte anos.

Alicia Kostka, da Polônia, há dois anos fez sua tese de doutorado sobre a dignidade e vocação da mulher na perspectiva do Pe. Josef Kentenich (1885-1968), fundador desta nova realidade eclesial.

«Desde que foi publicado, penso que cresceu o caos de termos na sociedade; define-se segundo cada gosto o que é mulher e homem. Queremos aprofundar no que dizem a Bíblia e a antropologia cristã», explica, fazendo um balanço.

Kostka insiste na proposta do congresso, explicitada em uma das conferências que tem por tema «Homem e mulher, criados um para o outro».

«Devemos ser conscientes disso também na vida diária», reconhece: «o homem e a mulher representam Deus, cada um de uma maneira».

A mulher, imagem de Deus

«É fascinante como o Pe. Kentenich apresenta sua descrição da mulher como imagem de Deus, e como ainda hoje está muito mais adiante do que a Igreja diz – confessa, como mostra concretamente a mulher como imagem de Deus.»

«A Igreja, em sua doutrina, mostra que a mulher, como pessoa – como pessoa que ama, que pensa, que atua –, reflete Deus. O Pe. Kentenich é muito mais concreto, mostrando como ela é reflexo, imagem de Deus como mulher, ou seja, imagem de um Deus que também é Mãe em sua entrega desinteressada.»

«Poucas vezes se encontra isso na teologia da mulher: o servir desinteressado como dom natural da mulher, como potência da mulher, é um reflexo de um Deus que nos serve, porque é forte e porque é amor.»

Outra contribuição do Pe. Kentenich, expressa pela teóloga polonesa, «é o papel da mulher na salvação do homem», algo que o fundador expressa através «da atitude do fiat, do sim».

«Se a mulher o desenvolve em si mesma, pode também ajudar o homem a chegar a esta atitude frente a Deus. Em uma palavra, o Pe. Kentenich ofereceu muito para que a mulher possa estar orgulhosa de ser mulher.»


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