CIDADE DO VATICANO, quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008 (ZENIT.org).- A Cáritas Equador acaba de informar que, além de prosseguir com a divisão de ajuda humanitária às vítimas das inundações nas províncias de Los Rios e Manabí – onde, em colaboração com a Conferência Episcopal Equatoriana, está distribuindo alimentos, medicamentos, água, mosquiteiros e materiais de limpeza –, nas próximas horas vai lançar um plano de emergência para atender as necessidades urgentes de 5.000 famílias.
Esta operação tem como objetivo prioritário garantir o fornecimento aos afetados de alimentos, água potável e materiais básicos para a reparação das casas, assim como a atenção médica através de brigadas e dos centros e unidades de saúde de que as dioceses das áreas inundadas dispõem.
«A Cáritas Equador estabeleceu um operativo de resposta a esta emergência em colaboração com os departamentos de Pastoral Social das áreas de Machala, Babahoyo, Portovelho e Azogues, e com os organismos locais de Defesa Civil», informa a Cáritas.
Além de prestar auxílio aos flagelados, «a Cáritas está avaliando o alcance dos danos para identificar as necessidades mais urgentes desta primeira fase da emergência, cujos efeitos atingiram um quarto da superfície do país e um número aproximado de 315.000 famílias. As perdas da produção agrícola são ingentes e se estimam em 200 milhões de dólares».
«Além do trabalho da Cáritas, a Conferência Episcopal decidiu destinar aos flagelados os fundos arrecadados na campanha anual ‘Munera’ que a Igreja equatoriana põe em andamento por ocasião da Quaresma. Desta forma, foram habilitados diversos centros de arrecadação de ajuda não-perecível nas cúrias diocesanas e nas paróquias para que, através da Comissão Episcopal da Pastoral Social, seja distribuída aos atingidos, com particular atenção às áreas afetadas às quais a ajuda governamental não chega.»
As últimas notícias dadas pela Cáritas Equador confirmam que já foram registrados 600 casos de dengue e numerosos afetados com erupções cutâneas.
A tudo isso se acrescenta as sérias dificuldades logísticas que as equipes de ajuda enfrentam, dado que as estradas se encontram inundadas ou impedidas por causa dos deslizamentos de terra.















