LISBOA, sexta-feira, 14 de março de 2008 (ZENIT.org).- O presidente da CEP (Conferência Episcopal Portuguesa), Dom Jorge Ortiga, recordou Chiara Lubich como alguém que dedicou toda a vida à causa da unidade. A fundadora dos Focolares faleceu esta sexta-feira, em Roma, aos 88 anos.
O arcebispo de Braga comentou com Agência Ecclesia que a unidade pela qual Chiara lutou «supõe dois ou mais, que estão unidos no amor de Jesus Cristo».
O presidente do episcopado destacou que a fundadora dos Focolares era uma pessoa que «amava a vida e ensinou outros a viver».
Chiara morreu «entre os seus, por quem ela foi dando a vida e formou para um ideal que é esta escolha permanente de Deus».
A fundadora dos Focolares --assim como seu movimento-- tornou-se conhecida em todo o mundo pelo trabalho em favor da unidade, da paz e do diálogo entre povos, religiões e culturas.
Dom Jorge Ortiga comentou que, ao longo da sua vida de bispo, em várias oportunidades esteve com Chiara Lubich.
O presidente da CEP assegura que foi sobretudo para «ouvir» uma pessoa que, com a sua espiritualidade, «antecipou o Concílio Vaticano II» e que deu sempre «prioridade ao espiritual» em tudo o que sugeriu e viveu.
Ainda de acordo com Agência Ecclesia, falando numa espiritualidade «comunitária», o arcebispo de Braga enfatiza a necessidade de «tornar a Igreja casa-escola de comunhão», algo que marca o carisma focolarino.
Chiara Lubich promoveu este esforço junto de fundadores de outros movimentos católicos, mas também com comunidades de outras religiões, algo fundamental «nesta noite escura da cultura, da ausência de Deus».
«Sabemos que o movimento focolar sublinha muito o amor a todos, que passa por se identificar com os outros e dar-lhes aquilo de que têm necessidade», afirma o arcebispo.
No esforço por estar ao lado dos pobres, refere D. Jorge Ortiga, é preciso perceber que «a primeira pobreza é a pobreza de Deus» e que é preciso ir ao encontro dos outros «não para condenar, para julgar, mas para apresentar o rosto de Cristo».
















