Por Nieves San Martín
HAVANA, sexta-feira, 2 de maio de 2008 (ZENIT.org).- Está sendo construído, nos arredores de Havana, a aproximadamente 15 quilômetros do centro histórico, o novo Seminário Arquidiocesano São Carlos e Santo Ambrósio. A obra é a mais significativa da Igreja em Cuba nos últimos 50 anos. As autoridades deram facilidades para a aquisição dos materiais a bons preços.
A construção se iniciou em julho de 2006, informa a revista da arquidiocese de Havana www.palabranueva.net.
A audácia de edificar toda uma complexa construção com as condições docentes e de serviço adequadas para assumir como é devido à formação dos sacerdotes, explica a revista arquidiocesana, «responde às evidentes limitações do imóvel atual, cuja estrutura – submetida com os anos a reiteradas transformações – dificulta sua funcionalidade como escola presbiteral».
O novo Seminário se estende por uma área de 22 hectares, à qual se chega através da estrada ou via Monumental, na zona de Peñalver, ao leste da capital cubana.
De acordo com sua distribuição, que se parece a uma ferradura, a obra compreende quatro edifícios de Teologia e quatro de Filosofia, onde se construirão as salas e os dormitórios dos seminaristas; a isso se soma um edifício principal que alberga a Reitoria, salas de atenção, a biblioteca e a sala magna; no centro se constrói a capela, e o complexo se completa com um edifício ou grande unidade de serviços.
Neste momento, a construção atravessa a etapa de obra civil. «A beleza natural do lugar e sua extensão territorial confluem como bondades que permitem à instituição contar com campos de esporte de amplitude e independência, assim como condições idôneas de isolamento (silêncio e paz) para a formação não só espiritual dos futuros sacerdotes, mas também para a vida comunitária do seminário e do trabalho intelectual», explica a revista.
A idéia de uma edificação mais moderna e ampla para a formação dos seminaristas cubanos foi um sonho que durante alguns anos acompanhou o cardeal Jaime Ortega Alamino, arcebispo de Havana. O Papa João Paulo II, em sua visita a Cuba, em 1998, abençoou a primeira pedra.
O avanço construtivo se deve, afirma a revista arquidiocesana, «em primeiro lugar à constância e esmero do Departamento de Obras do Arcebispado de Havana como investidor e proprietário, às gestões de Ecimetal como entidade mediadora nas importações, e ao trabalho na obra dos especialistas Omega Ultramar, empresa que dirige a execução da obra e a supervisão da qualidade de acordo com as exigências do desenho original».
«São determinantes também – conclui a revista – as facilidades dadas pelas autoridades estatais para a aquisição a preços adequados de materiais como o cimento, a areia, pedras, tijolos e ferragens.»
















