LONDRES, domingo, 25 de maio de 2008 (ZENIT.org).- O cardeal Cormac Murphy O’Connor pediu que ao menos se lute por reduzir o número de abortos, após assinalar a desilusão produzida pelos parlamentares que votaram por manter o tempo limite máximo para a lei de aborto no Reino Unido até as 24 semanas de gestação.
A votação rejeitou uma proposta para reduzir o prazo limite a 12, 16, 20 ou inclusive 22 semanas, baseada em investigações segundo as quais as crianças são cada vez mais capazes de sobreviver fora do útero em fases próximas ao início da gravidez.
O cardeal Murphy-O’Connor reconheceu em uma declaração que muita gente está «muito desiludida» pelo resultado da votação parlamentar da terça-feira passada sobre o tempo limite do aborto.
Cerca de 1,5% dos 200.000 abortos no Reino Unido em 2006 foi realizados depois da 20ª semana de gravidez.
Na segunda-feira, os membros do Parlamento aprovaram por 336 votos contra 176 a criação de embriões híbridos, feitos introduzindo DNA humano em óvulos animais.
O bispo Elio Sgreccia, presidente da Academia Pontifícia para a Vida, disse aos microfones da «Rádio Vaticano» que esta lei é especialmente grave desde o ponto de vista ético, já que «constitui uma ofensa contra a dignidade do homem. É uma tentativa de fertilização entre espécies que até agora foi proibida por todas as leis de fecundação artificial».
Também na segunda-feira, uma tentativa de proibir os «irmãos salvadores» foi rejeitada por 342 votos contra 163. Os «irmãos salvadores» são criados usando técnicas de fertilização in vitro com o fim de procriar uma criança similar genética para ajudar um irmão maior doente. Os embriões cujos genes não são compatíveis são eliminados.
O Parlamento decidiu também que os pais homens não são necessários quando as mulheres solicitam a fertilização in vitro, uma decisão que pretende tornar mais fácil para os casais de lésbicas a concepção dos filhos.
















