CIDADE DO VATICANO, segunda-feira, 1º de setembro de 2008 (ZENIT.org).- Inaugurou hoje em Freising (Alemanha) o 6º Congresso Mundial de Pastoral Cigana, que durará até o próximo dia 4 de setembro.
O congresso, que reúne responsáveis e agentes da pastoral cigana do mundo inteiro, foi organizado pelo Conselho Pontifício para a Pastoral dos Migrantes e Itinerantes, em colaboração com a Conferência Episcopal alemã.
Em sua saudação de boas-vindas aos participantes do congresso, o cardeal Martino explicou o lema escolhido, «Os ciganos jovens na Igreja e na sociedade». «Este congresso vos reserva um lugar privilegiado, enquanto vos considera como uma riqueza para a Igreja e para a sociedade.»
O cardeal Martino recordou que tanto João Paulo II como Bento XVI insistiram na importância dos jovens para a Igreja e para a sociedade: «a Igreja tem necessidade de vosso idealismo e de vossa generosidade, da fé jovem» (mensagem aos jovens em Sydney).
Segundo o prelado, entre os problemas que os jovens ciganos devem enfrentar hoje, destacam-se as «precárias condições de vida e falta de oportunidades de formação e de trabalho», o que provoca muitos sentimentos de «desarraigo e desigualdade», assim como a «perda de confiança em si mesmos, na família, nas instituições políticas, jurídicas e educativas, tanto sociais como eclesiais».
Diante desta situação de discriminação, acrescenta o purpurado, «a Igreja não pode ser indiferente», mas «todos os cristãos devem assumir suas próprias responsabilidades sobre o respeito à dignidade e os direitos de todo ser humano».
Especialmente «cabe aos governos e aos organismos internacionais a proteção da dignidade e da identidade de todo ser humano e da humanidade inteira», acrescentou.
Este foi o principal convite do Congresso de Pastoral Cigana celebrado em Budapeste (2003), tanto aos governos como aos meios de comunicação.
O cardeal Martino constata que, apesar de que atualmente haja «uma considerável abertura e interesse com relação às populações ciganas por parte de organizações internacionais e nacionais», contudo «assistimos a certa inflexibilidade e a posturas ambíguas por parte de alguns governos, que não podemos deixar de lamentar».
O congresso inaugurado hoje, explicou o presidente do Conselho Pontifício para as Migrações, deverá servir para «renovar nosso empenho e nossa vontade de servir o próximo com caridade e amor».
«É nosso desejo buscar convosco as respostas às perguntas que tendes no coração, sobre o sentido da vida e da existência, sobre a relação com Deus, com os demais e com a natureza, sobre o porquê do desprezo do homem e da sua dignidade, apesar de tantas declarações que confirmam seus direitos», acrescentou.
















