Por Inma Álvarez
CASTEL GANDOLFO, segunda-feira, 22 de setembro de 2008 (ZENIT.org).- O Papa Bento XVI recebeu no sábado passado, no palácio apostólico de Castel Gandolfo, os bispos nomeados neste último ano, e lhes propôs São Paulo como modelo em seu recém-estreado ministério.
«Vossa vida de Pastores em muitos aspectos se parece à do apóstolo Paulo, disse o Papa. Vossas dioceses são, em sua maior parte, muito extensas e com freqüência lhes faltam estradas e meios de comunicação.»
«Também – acrescentou – em vossas sociedades, como em outros lugares, sopra cada vez com mais violência o vento da descristianização, da indiferença religiosa, da secularização e da relativização dos valores.»
O Papa comparou esta situação à de São Paulo em Atenas: «em muitas regiões, os católicos são uma minoria, às vezes muito exígua. Isso vos leva a confrontar-vos com outras religiões mais fortes e nem sempre acolhedoras convosco».
«Não faltam, finalmente, situações nas quais, como pastores, devereis defender vossos fiéis diante da perseguição e dos ataques violentos», acrescentou.
Diante destes desafios, o Papa propôs aos novos bispos que se aproximassem de São Paulo, não como «uma figura do passado», mas como «um mestre» do qual é possível aprender ainda hoje.
«Dele devemos aprender a contemplar com simpatia os povos aos quais fomos enviados. Dele devemos aprender também a buscar em Cristo a luz e a graça para anunciar hoje a Boa Notícia; a exemplo seu, devemos renovar-nos para percorrer incansavelmente os caminhos humanos e geográficos o mundo de hoje», acrescentou.
O Papa aconselhou aos prelados que se deixem «aconselhar e inspirar por São Paulo, que teve de sofrer muito pelas mesmas causas». O Apóstolo havia descoberto, «após a experiência das perseguições que havia tido de enfrentar na pregação do Evangelho, a riqueza do amor de Cristo e a verdade de sua missão de apóstolo».
«Ele vos guiará pelos caminhos freqüentemente impraticáveis, mas sempre apaixonantes, da nova evangelização», acrescentou.
Curso de «atualização»
Os bispos nomeados neste ano são 104 e procedem de 43 países dos cinco continentes, majoritariamente da África, segundo explicou em sua apresentação o cardeal Ivan Dias, prefeito da Congregação para a Evangelização dos Povos.
Este dicastério organizou um curso de «atualização» para os novos bispos, para ajudá-los, com a experiência da Cúria Romana, em seu recém-estreado ministério pastoral. É a 7ª vez que se organiza um curso assim.
Segundo explicou o cardeal Dias durante a audiência com o Papa, trata-se de oferecer aos novos prelados «a possibilidade de experimentar a comunhão episcopal cum Petro, exigência indispensável na evangelização de hoje».
De fato, acrescentou, os bispos aproveitaram sua estadia em Roma para peregrinar às basílicas romanas, e «receberam maior informação sobre a Santa Sé e sobre suas atividades».
















