ZP08100804 - 08-10-2008
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Bento XVI propõe Paulo como referência na era da globalização


São Paulo, «migrante por vocação» que não fazia distinção entre pessoas, diz


Por Imna Álvarez

CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 8 de outubro de 2008 (ZENIT.org).- O Papa propõe Paulo, «migrante por vocação», como ponto de referência para os cristãos na hora de acolher as pessoas de «toda raça e condição», na sociedade globalizada.

Esse é um dos destaques da mensagem para o Dia Mundial do Migrante e Refugiado, que se celebrará no próximo dia 18 de janeiro. O texto foi difundido hoje pela Santa Sé.

Quem apresentou o texto, em coletiva de imprensa no Vaticano, foi o cardeal Renato Martino e Dom Agostino Marchetto, presidente e secretário do Conselho Pontifício para a Pastoral dos Migrantes e Itinerantes.

O título da mensagem do Papa para o evento é «São Paulo migrante, ‘Apóstolo das gentes’. No texto, Bento XVI explica que após sua conversão, Paulo «proclamava primeiro o Evangelho nas sinagogas, chamando a atenção sobretudo dos seus compatriotas na diáspora. Se eles o rejeitavam, dirigia-se aos pagãos, fezendo-se autêntico ‘missionário dos migrantes’, ele mesmo migrante e embaixador itinerante de Jesus Cristo».

«Guiado pelo Espírito Santo, prodigalizou-se sem reservas para que fosse anunciado a todos, sem distinção de nacionalidade e de cultura, o Evangelho», acrescenta. «A sua vida e a sua pregação foram inteiramente orientadas para fazer com que todos conhecessem e amassem Jesus, porque nele todos os povos são chamados a tornar-se um só povo».

O segredo de Paulo, explica o pontífice, era seu «zelo missionário», porque «nenhuma dificuldade lhe impediu de continuar a sua intrépida ação evangelizadora em cidades cosmopolitas como Roma e Corinto que, naquela época, eram povoadas por uma vasta gama de etnias e de culturas».

Neste sentido, São Paulo é um ponto de referência significativo para os que se encontram implicados no movimento migratório contemporâneo.

Segundo o Papa, «também no presente, na era da globalização, esta é a missão da Igreja e de todo o baptizado; missão que, com atenta solicitude pastoral, se dirige também ao diversificado universo dos migrantes».

É necessário que os cristãos tenham hoje a mesma atitude e o mesmo «fervor apostólico» do Apóstolo, «tendo em consideração as diversas situações sociais e culturais, e das particulares dificuldades de cada um em consequência da condição de migrante e de itinerante».

«O seu exemplo seja também para nós estímulo para nos fazermos solidários com estes nossos irmãos e irmãs e para promovermos, em toda a parte do mundo e com todos os meios, a convivência pacífica entre diferentes etnias, culturas e religiões», destaca o pontífice.


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