ZP08111311 - 13-11-2008
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Arcebispo de Bagdá pede a Obama que ajude minorias


Lamenta pela violência anticristã por motivos políticos


BAGDÁ, quinta-feira, 13 de novembro de 2008 (ZENIT.org).- O arcebispo iraquiano Dom Jean Sleioman, de Bagdá, espera que o presidente eleito dos Estados Unidos inste o país, desgastado pela guerra, a respeitar os direitos das minorias. 

O arcebispo dos católicos de rito latino no Iraque disse à associação humanitária católica Ajuda à Igreja que Sofre (AIS) que é importante para os Estados Unidos e o presidente eleito Barack Obama «ajudar a proteger os direitos das minorias no Iraque. É necessário pressionar o governo iraquiano para que respeite as necessidades não só dos cristãos, mas de outras minorias». 

O prelado fez estes comentários depois de que alguns denunciaram interesses políticos por trás do êxodo massivo de cristãos de Mosul, que se produziu no mês passado. 

Enquanto isso, o Parlamento Iraquiano anunciou em 3 de novembro que se deixarão apenas seis cadeiras aos grupos minoritários, nas eleições provinciais previstas para o próximo mês de janeiro. Três destas cadeiras – de um total de mais de 400 – serão para cristãos.

«Espero que os Estados Unidos animem o Iraque a melhorar e a converter-se em um país no qual se mantém o império da lei, onde há igualdade, e os direitos humanos estão no centro da constituição», disse Sleiman. 

O prelado afirmou que os cristãos precisam de mais proteção, sublinhando que só 1.500 dos 15 mil que deixaram Mosul voltaram, apesar do medo das atuais ameaças e intimidação. 

«Às partes políticas aqui não lhes importam os direitos das minorias – afirmou. Pensam mais em suas próprias táticas e estratégias.»

Seu comentário coincide com uma declaração, no mês passado, dos bispos iraquianos, que disseram que os trágicos acontecimentos de Mosul eram parte de um plano político encaminhado à divisão e fragmentação do país. 

O arcebispo acrescentou que no Iraque pouca gente – incluindo os cristãos – espera mudanças significativas no mandato de Obama. 

Afirmou: «Não detecto um entusiasmo real por Obama. As pessoas aqui pensam que uma mudança de presidente não levará a uma mudança na estratégia, talvez no estilo».

«Um jornal digital árabe publicou um artigo com este titular: ‘Bush não era um selvagem e Obama não será um anjo’. Penso que isso quer dizer que o jornal crê que Bush não foi tão mal como se diz e que Obama não será tão bom como se pensa.»

«As pessoas não sabem de tudo que Obama pensa. Sua figura carismática e sua vitória impressionaram todos. Mas muita gente está à expectativa e espera ver como se desenvolve a situação», conclui o prelado.


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