ZP08122406 - 24-12-2008
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Porta-voz vaticano propõe «descobrir surpresas de Deus no Natal»


Em linha com o balanço de 2008 realizado por Bento XVI


CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 24 de dezembro de 2008 (ZENIT.org).- O Pe. Federico Lombardi, S.J., diretor da Sala de Informação da Santa Sé, convida todos os crentes a descobrirem as surpresas de Deus neste Natal. 

Este tempo no qual a Igreja celebra o nascimento de Jesus é um tempo de «redescobrimento das grandes surpresas de Deus para o homem», afirma no editorial de Octava Dies, o semanário publicado pelo Centro Televisivo Vaticano, do qual ele é diretor. 

O Pe. Lombardi fala das surpresas que Deus faz ao homem seguindo o balanço realizado por Bento XVI sobre 2008 em seu discurso aos membros da Cúria Romana, dedasta segunda-feira passada. 

O Papa insistiu na «surpreendente ação do Espírito Santo em torno de nós», recordando sobretudo «a experiência das JMJ» do passado mês de julho, em Sydney (Austrália). 

Concretamente, o pontífice sublinhou o caráter destes «encontros repletos de uma alegria serena e profunda, que os jovens levam também quando voltam a suas casas». 

«É uma alegria diferente daquela efêmera e excitada de outros acontecimentos massivos, e que é sinal de uma presença que ajuda a gerar novos lugares de esperança e de caridade vivida», explica o Pe. Lombardi. 

O discurso do Papa se ampliou, acrescenta: «a surpresa, a maravilha, nasce olhando o mundo ao nosso redor, descobrindo que a matéria está feita com inteligência e que por isso nossa mente é capaz de ler nela sua estrutura, dando origem à entusiasmante aventura da ciência moderna».

«E a surpresa continua ao reconhecer a beleza da criação do ser humano como homem e mulher», acrescenta o sacerdote. 

«O grito de surpresa e de alegria de Adão quando Deus lhe apresenta a mulher ressoa desde as primeiras páginas da Escritura. A confusão antropológica que obscurece o significado deste encontro corre o risco de apagar a fonte desta alegria». 

«Finalmente, a surpresa mais extraordinária: a vinda do Filho de Deus ao mundo como um de nós, para estar conosco, caminhar conosco, falar-nos com nossa linguagem, fazer-se escutar por nossos ouvidos, ver através dos nossos olhos, tocar através das nossas mãos, e também para ficar conosco na comunidade viva dos crentes.»

«Natal, portanto, é tempo de redescobrimento das grandes surpresas de Deus para o homem. O anúncio da Igreja contempla sempre estas belas notícias, e não à polêmica», conclui. 


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