MAPUTO, domingo, 11 de janeiro de 2009 (ZENIT.org-Fides).- A Comunidade Missionária de Villaregia (CMV) acaba de iniciar, na periferia de Maputo, Moçambique, uma nova missão, graças à chegada de 8 missionários, três homes e mulheres.
Segundo informações enviadas à Agência Fides, a arquidiocese de Maputo, que conta quase 4 milhões de habitantes, dispõe somente de 20 sacerdotes diocesanos e 130 religiosos.
O arcebispo, Dom Francisco Chimoio, depois do encontro com os Fundadores da CMV, Pe. Luigi Prandin e Maria Luigia Corona, se disponibilizou a acolher os missionários de Villaregia em sua arquidiocese. A tarefa que lhes foi confiada foi uma paróquia de mais de 250.000 habitantes, na periferia situada ao norte da capital.
«As inúmeras necessidades deste país nos interpelam e nos impulsionam a iniciar uma nova missão entre os irmãos», afirma o fundador Pe. Luigi.
«Como comunidade, como pequeno sinal do amor de Deus que não esquece os seus filhos, queremos caminhar junto com este povo e levar a Boa Nova do Evangelho, que é mensagem de esperança e de salvação que ainda hoje muitos homens esperam».
«Junto a um trabalho de evangelização --disse Maria Luigia--, é nossa tarefa também trabalhar a fim de contribuir na promoção humana dessas pessoas. Desde o início, queremos assumir um comportamento de humildade e de atenção aos desafios e às urgências da realidade que encontraremos.»
Moçambique é um país africano fortemente marcado pela miséria: 74% da população vive abaixo da linha da pobreza enquanto os analfabetos são 60%. Uma longa guerra civil, de 1977 a 1992, acabou com o desenvolvimento, destruindo escolas, hospitais, centros de assistência sanitária.
A situação econômica agravou por causa das fortes chuvas deste ano. Além das calamidades naturais, outro grande problema é a Aids: segundo dados oficiais, 14% da população é soropositiva.
















