ZP09012011 - 20-01-2009
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442 mil euros para «católicos esquecidos da China»


COPE e AIS apresentam o resultado da campanha de solidariedade no Natal


MADRI, terça-feira, 20 de janeiro de 2009 (ZENIT.org).- A campanha de solidariedade «Com os católicos esquecidos da China», desenvolvida pelo Grupo Cope e pela Associação Ajuda à Igreja que Sofre (AIS), alcançou 442 mil euros de arrecadação. Esta quantia foi oferecida por 3.741 pessoas e instituições. 

Em concreto, os donativos recebidos até 16 de janeiro se destinarão a projetos de construção e manutenção de templos (139 mil euros), meios de transporte (6.500 euros), sustento de seminaristas e religiosas (16.400 euros), construção de uma residência para religiosas idosas (15 mil euros), publicação de material catequético (5.500 euros) e formação de sacerdotes, seminaristas e religiosas (258.900 euros). 

O balanço da campanha foi divulgado esta manhâ em um encontro com a mídia, no qual participaram a presidente do Conselho de AIS-Espanha, María Pilar Gutiérrez Corada, o diretor do secretariado espanhol desta organização, Francisco Javier Menéndez Ros, e o diretor geral de Conteúdos de COPE, José Luís Restán. Gutiérrez Corada, que visitou alguns dos projetos que a organização desenvolve no país asiático, sublinhou que «é comovedora a fortaleza de sua fé, tanto dos bispos como dos sacerdotes, religiosos ou dos demais fiéis católicos. Em condições de pobreza absoluta se reúnem em quartos de casas particulares cedidos por católicos, onde rezam, celebram a Eucaristia e têm encontros de oração», para acrescentar que «após minha viagem à China, não só creio no trabalho da AIS, mas afirmo com a maior contundência que é necessário, que há muitos sacerdotes, religiosos, bispos que realizam seu trabalho pastoral em situações precárias, e que se nós não os ajudamos, ninguém os ajudará». 

«Com os católicos esquecidos da China» se desenvolveu entre 17 de dezembro de 2008 e 11 de janeiro de 2009, na Cadena COPE e Popular TV, através de espaços promocionais e de conteúdo na Espanha. Ao longo destas semanas, os ouvintes e telespectadores do Grupo COPE receberam testemunhos tão reveladores como o de Tomás, um seminarista clandestino que se forma na Europa graças a uma bolsa de estudos de Ajuda à Igreja que Sofre: «Nós não temos que sair à luz porque já estamos na luz. Não estamos na luz da sociedade, mas na luz do Senhor. Se nós nos tornássemos membros da Associação Patriótica, teríamos de cortar relações com o Papa. Se o fizéssemos, boa parte das pessoas, do povo, nos animaria. Mas se fizermos isso, sairemos da fonte da salvação, e isso sim seria uma grande perda». 

A campanha «Com os católicos esquecidos da China» é a terceira que desenvolvem de forma conjunta o Grupo COPE e Ajuda à Igreja que Sofre, depois das destinadas ao Iraque e à Bósnia. No ano passado, a arrecadação para o país centro-europeu foi de 385.000 euros. 


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