Por Nieves San Martin
HAVANA, quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009 (ZENIT.org).- Na Feira Internacional do Livro de Havana, na antiga fortaleza colonial espanhola, que terminou com grande êxito de público, foram abundantes os títulos de conteúdo religioso.
A religião como tema é outro dos tabus que cai na cultura cubana oficial, ainda que a linha dos livros apresentados apoie quase exclusivamente temas como a teologia da libertação, estudos de confissões protestantes e a mistura entre política e religião na direita americana.
O professor Enrique López Oliva, de Cuba, explica que «pouco a pouco vai se dissipando em Cuba o tabu religioso, produto de longos anos de política oficial ateia» e assinala a grande quantidade de livros sobre temas religiosos que se encontra na Feira Internacional de Livros.
«Ainda que não tenham estado presentes na Feira as principais editoras religiosas do mundo – assinala o professor cubano Enrique López Oliva na Agência Latino-Americana e Caribenha de Comunicação (ALC), nesta segunda-feira –, chama a atenção nesta oportunidade o número de títulos que se podiam encontrar sobre o tema, a maioria publicada por editoras públicas cubanas, e inclusive algumas religiosas, como a Editora Caminos», esta última batista.
Não falta, em títulos como «Os EUA à luz do século XXI», compilação de estudos de pesquisadores cubanos sobre os Estados Unidos, a referência ao tema em «A direita religiosa, o contexto ideológico e o processo político norte-americano», de Mery Gentile Marino, historiadora colaboradora do Centro de Estudos sobre o Hemisfério Ocidental e os Estados Unidos.
Nos últimos anos, a Bíblia foi um dos livros mais vendidos na feira cubana, inaugurada este ano pela presidente do Chile, Michelle Bachelet, que durante sua estadia na capital cubana conversou com o cardeal Jaime Ortega, e a cujo país se dedicou a presente edição do evento.
Depois de Havana, onde se encerrou no sábado passado, a Feira passará a províncias do interior do país, para onde viajarão alguns autores nacionais e estrangeiros para apresentar suas obras.
Na exposição de Havana houve mais de 350 lugares de exposição, provenientes de 43 países, e em quatro dias se venderam 516.261 exemplares.
















