Por Carmen Elena Villa
CIDADE DO VATICANO, segunda-feira, 6 de abril de 2009 (ZENIT.org).- «Obrigado, Santo Padre, por ter-nos encarregado da celebração da Jornada Mundial da Juventude de Madri. O senhor pensou em nós e não queremos defraudar-lhe»: estas foram as palavras que na manhã desta segunda-feira o arcebispo de Madri, cardeal Antonio Maria Rouco Varela, dirigiu durante a audiência que Bento XVI concedeu aos 7 mil jovens espanhóis que vieram a Roma para recolher a Cruz dos jovens.
A cruz havia sido entregue no domingo por uma delegação proveniente de Sydney, depois da cerimônia do Domingo de Ramos na Praça de São Pedro. Na próxima Sexta-Feira Santa, ela peregrinará pelas ruas de Madri e, durante estes dois anos restantes até a Jornada, percorrerá diferentes cidades espanholas.
Uma audiência festiva e espiritual
Ao grito de «Viva o Papa, Olé», «Viva o Papa Bento», «viva o Cardeal Rouco», os jovens espanhóis se preparavam desde 9h30, dentro da Sala Paulo VI, para a audiência que começou às 11h.
Ondeavam as bandeiras da Espanha, e se escutavam os aplausos, as mensagens e os pandeiros. Dentro da sala sobressaíam dois leques gigantes que diziam «Espanha com o Papa». Alguns jovens aplaudiam, faziam «ola» e dançavam, fazendo trenzinho. Um grupo cantava a Nossa Senhora da Almudena.
«Muitos jovens espanhóis não puderam vir a Roma. Ficaram tristemente em casa, mas vão receber a cruz. Mais tarde, esta vai passar por toda a Espanha, onde todas as pessoas aspiram a vê-la», explicou à Zenit Santiago Diego Pérez, um dos jovens espanhóis pertencentes à delegação da juventude da arquidiocese de Madri.
«A cruz é um símbolo de que a Igreja está jovem. Há pessoas que já estão preparando-se, que têm o desejo de que a chama não se apague», assegurou o jovem.
Para Verônica Montero, de 23 anos, pertencente ao Caminho Neocatecumenal, a Jornada Mundial da Juventude é uma oportunidade para mostrar uma fé viva em seu país: «creio que é importantíssimo que a sociedade espanhola veja esta Igreja que é uma mãe, que cuida, acolhe e mostra Jesus, quem está acima de tantas ambições, como o dinheiro ou o ser o primeiro da turma».
Por sua parte, Fulgêncio, um jovem sacerdote, que veio com um grupo de 70 jovens da paróquia Santa Teresa Benedita da Cruz de Madri, assegurou à Zenit: «É muito belo ver que a cruz atravessa todos os mares, de Sydney até Madri. Espero que Madri 2011 anime muita gente: desde os governantes até os próprios membros da Igreja».
Depois da alegria com que esperavam o Papa, os jovens escutaram atentos e reverentes a intervenção do Pontífice em espanhol: «A preparação da Jornada Mundial da Juventude, cujos trabalhos haveis começado com muita vontade e entrega, será recompensada com o fruto que estas Jornadas buscam: renovar e fortalecer a experiência do encontro com Cristo morto e ressuscitado por nós».
«O Papa está conosco, disse que somos a base que tem que sustentar a Igreja. Ele nos chamou e fomos sem medo», afirmou o jovem Juan Serrat, da paróquia São João da Cruz, de Madri.
João, junto com um grupo reduzido de jovens, depois da audiência, pôde ver de perto o Papa, dar-lhe a mão e dirigir-lhe algumas palavras: «Foi muito emocionante. Eu não sabia como reagir. Bento XVI é um Papa maravilhoso. Ele me elogiou e me perguntou pela camiseta que estava usando; eu lhe disse que é a que usaremos na Jornada Mundial de 2011».
«O Papa Bento XVI ama os jovens. Mostraremos a cruz, onde se encontra pregada a salvação do mundo, sem temor algum», concluiu o cardeal Rouco Varela durante a audiência.
«Cultivai as iniciativas que permitam aos jovens sentir-se membros da Igreja, em plena comunhão com seus pastores e com o Sucessor de Pedro», disse o Papa Bento XVI aos jovens espanhóis.
















