LISBOA, terça-feira, 19 de maio de 2009 (ZENIT.org).- A delegada geral da Palestina em Portugal, Randa Nabulsi, considerou “comovente” a recente visita de Bento XVI à Terra Santa. Ela espera que a repercussão da viagem desperte nas pessoas “uma visão diferente” sobre o território.
Ao falar à Agência Ecclesia sobre a presença do Papa na Cisjordânia, Randa Nabulsi afirma que “foi muito emocionante ver que Bento XVI ouviu o sofrimento do povo”.
A representante palestina recordou o momento em que o Papa recebeu as crianças filhas de prisioneiros e a visita do Papa ao campo de refugiados de Aida, localizado entre as cidades de Belém e Beit Jala, na Cisjordânia, local onde se encontram maioritariamente cristãos, vindos de 43 cidades destruídas em 1948.
Nabulsi ressaltou a importância do Papa criticar o muro construído por Israel. “Foi muito bom ele ter criticado o muro”, diz.
O Papa afirmou que os palestinos têm de ter a sua independência e que os refugiados devem voltar à sua terra. Com o muro como pano de fundo, o Papa considerou “trágico que ainda hoje sejam erigidos muros” num mundo em que as fronteiras estão cada vez mais abertas.
Neste local, Bento XVI deixou palavras de proximidade e compreensão aos palestinos que vivem nos campos de refugiados, “em condições precárias e difíceis, com poucas oportunidades de emprego” e “legítimas aspirações a uma pátria permanente, a um Estado palestino independente”.
A delegada geral explica que na Cisjordânia “não existem diferenças entre cristãos e muçulmanos. Quatro ministros e a assistente do presidente Mahmoud Abbas são cristãos e estiveram presentes”. “Somos um povo mesclado, entre cristãos e muçulmanos”, enfatiza.
Nabulsi afirma que “muitas pessoas dirigiram-se ao Papa com cartas, para que ele rezasse por elas”.
A situação “não será a mesma após a visita de Bento XVI”. “As palavras do Papa foram muito importantes e nós teremos continuamente de recordá-las”.
A esperança é que a visita do Papa “traga uma visão diferente” sobre o território e mostre a “real situação que os palestinos vivem”. Por isso “estamos muito agradecidos pela visita”.
















