ZP09060402 - 04-06-2009
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Prêmio “Caminho da Paz” ao arcebispo de Mosul assassinado, Dom Rahho


Por sua promoção da liberdade religiosa


NOVA YORK, quinta-feira, 4 de junho de 2009 (ZENIT.org).- O arcebispo caldeu de Mosul, sequestrado e assassinado em 2008, Dom Paulos Faraj Rahho, receberá o Prêmio 2009 da Fundação Path to Peace (“Caminho da Paz”), a título póstumo, segundo anunciou nesta segunda-feira o arcebispo Celestino Migliore, observador permanente da Santa Sé nas Nações Unidas e presidente da Fundação Path to Peace.

O prêmio será entregue em 9 de junho, durante um almoço de gala em Nova York, assinala um comunicado da Fundação. 

“No contexto de debate sobre o diálogo inter-cultural e inter-religioso que acontece atualmente nas Nações Unidas, a Fundação Path to Peace deseja reconhecer seu testemunho profundo e belo a favor da urgência de respeitar e promover o direito fundamental à liberdade religiosa para o mundo todo”, comenta. 

Dom Rahho nasceu em 1942, em Mosul, uma cidade onde habita uma das comunidades cristãs mais antigas e onde ele passou quase toda a sua vida. 

Após sua ordenação sacerdotal, exerceu seu ministério em várias paróquias e abriu um orfanato para crianças deficientes. 

Em fevereiro de 2001, foi ordenado arcebispo caldeu de Mosul, o que representa a responsabilidade pastoral de 20 mil católicos espalhados em 10 paróquias. 

Os caldeus representam uma minoria da população iraquiana, mas também são o grupo cristão mais numeroso do país, formado por cerca de um milhão de pessoas. 

Dom Rahho havia protestado contra os projetos de incorporar a lei islâmica, a sharia, mais profundamente na Constituição do Iraque. 

Depois da guerra, animou os cristãos a ficarem em Mosul, apesar das dificuldades que essa comunidade vivia, e tentou incutir a tolerância nas mentes dos diversos grupos. 

Em 29 de fevereiro de 2008, foi sequestrado por alguns homens armados ao sair da igreja, quando regressava à sua casa de carro. 

Seu motorista e dois guarda-costas foram assassinados e, duas semanas mais tarde, uma mensagem informava sobre a morte do arcebispo e o lugar onde se encontrava seu corpo.


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