DUBLIN, quarta-feira, 10 de junho de 2009 (ZENIT.org).- Bento XVI se sentiu “visivelmente descontente” ao escutar os detalhes do informe pedido pelo governo irlandês sobre os abusos sexuais de menores que ocorreram nas instituições estatais dirigidas por ordens religiosas, revelou nesta segunda-feira o arcebispo de Dublin, Diarmuid Martin.
Dom Martin e o primaz da Irlanda, cardeal Sean Brady, arcebispo de Armagh, participaram de uma coletiva de imprensa nesta segunda-feira, após o encontro tido na sexta-feira passada com Bento XVI sobre o “Informe Ryan”, indica a arquidiocese de Armagh em seu site (http://www.armagharchdiocese.org).
Antes, eles haviam se reunido com expoentes da Cúria Romana, entre eles o cardeal Tarcísio Bertone, secretário de Estado.
Em sua declaração aos jornalistas, o cardeal Brady disse que o Papa “escutou o que tínhamos a dizer com muita atenção e cuidado, com muita empatia, e respondeu que chegou a hora de fazer um exame profundo de vida aqui, na Igreja na Irlanda”.
Revelou que o Santo Padre lhe pediu que estabeleça a verdade do que havia acontecido, que garanta que se faça justiça para todos e que se apliquem medidas que previnam este tipo de abusos no futuro.
O arcebispo Martin disse que “o Papa escreveu sua primeira encíclica sobre o amor de Deus. Ele estava visivelmente descontente ao escutar algumas das coisas que se reproduzem no ‘Informe Ryan’ sobre como houve casos de crianças que sofreram o oposto da expressão do amor de Deus”.
O cardeal disse que se reuniu com a Conferência dos Religiosos da Irlanda para que esta tarefa seja realizada em colaboração mútua.
Neste domingo, a Associação de Sobreviventes Irlandeses dos Abusos a Crianças agradeceu a audiência que o Papa concedeu aos representantes da Igreja na Irlanda e expressou sua vontade de ajudar a Santa Sé em toda a investigação sobre abusos de sacerdotes no país, informe The Irish Times.
















