ZP09061102 - 11-06-2009
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Uganda: grande êxito da adoração ao Santíssimo


Prática que está se difundindo em todo o continente africano


ARUA, Uganda, quinta-feira, 11 de junho de 2009 (ZENIT.org).- A adoração ao Santíssimo Sacramento está crescendo em Uganda, segundo informou a Ajuda à Igreja que Sofre Consolate Shirima, das Irmãs da Adoração Perpétua.

A religiosa explicou que cada vez mais leigos se unem à comunidade das irmãs para a adoração; elas moram na cidade de Arua, no noroeste da Uganda.

A capela das religiosas está constantemente cheia de visitantes. Aos domingos, cerca de 400 pessoas se unem à oração.

A comunidade encarregou a uma das irmãs a função específica de atender os visitantes. “Eles podem vir para adorar na hora em que preferirem”, explica a Irmã Consolate.

O mosteiro da Santíssima Trindade, centro das Irmãs da Adoração Perpétua, tornou-se pequeno demais também para o crescente número de religiosas.

“Se o número continuar crescendo, teremos de dispensar as pessoas por falta de quartos”, reconheceu.

Diante desta necessidade, Ajuda à Igreja que Sofre responderá com uma doação de 5 mil euros.

As modestas dimensões dessa comunidade são consideradas enormes na África, onde as ordens contemplativas geralmente são muito reduzidas, dado que a maior parte dos religiosos se dedica ao apostolado ativo

Os efeitos da adoração

Segundo a religiosa, as dificuldades e a pobreza da região são alguns dos motivos pelos quais as pessoas procuram consolo na oração.

“Quando há problemas, é fácil recorrer a Deus através da adoração e receber consolo”, acrescenta.

Um dos principais motivos de sofrimento na Uganda é o impacto da AIDS. “A pobreza chega porque as pessoas morrem de AIDS e seus filhos vão morar com os avós”, indica.

E acrescenta: “Em geral, na África temos grandes famílias, com até 10 filhos, mas agora, por causa das mortes de AIDS, há pessoas sozinhas que precisam cuidar de mais de 20 crianças”.

Entre os problemas da comunidade local, figuram também o álcool e as drogas.

“Ao finalizar a escola, falta trabalho, e por isso as pessoas se frustram – explica a religiosa. E por causa da frustração, recorrem ao álcool e às drogas.”

Também a Irmã Marie Claire, das Irmãs Beneditinas do Santíssimo Sacramento, descreve o efeito benéfico da oração sobre as pessoas.

“Depois da adoração, sentem paz, e se estão brigados entre eles, pensando em algum tipo de vingança, depois de uma hora de adoração sentem vontade de fazer as pazes coma pessoa com quem estão em desacordo”, explica.

“Sentem que a Eucaristia os une mais aos outros e a toda a Igreja – acrescenta. É isso que afirmam experimentar quando estão diante do Santíssimo.”

A adoração está crescendo não somente na Uganda, mas também em todo o continente africano.

De fato, estão sendo construídas novas capelas para adorar o Santíssimo também no Quênia e na Tanzânia.


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