ZP09062511 - 25-06-2009
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Igreja na Coreia do Sul ajuda vizinhos do Norte


ANSONG, quinta-feira, 25 de junho de 2009 (ZENIT.org).- Sobre o tema “A Igreja frente a uma Coreia do Norte em movimento” celebrou-se um seminário que reuniu 250 religiosos e leigos, no dia 18 de junho passado, no centro governamental de Hanowon (a casa da união), em Ansong, província de Kyonggi (Coreia do Sul).

Hanawon, que funciona sob patrocínio do Ministério da Unificação, tem como tarefa ajudar os refugiados a se adaptar à vida na Coreia do Sul, iniciando-os nos princípios democráticos, no sistema econômico e no funcionamento da sociedade sul-coreana.

No seminário, Martin Lim Kang-taeg, pesquisador do Instituto da Coreia para a reunificação nacional, declarou que os acontecimentos atuais na Coreia do Norte poderiam ter repercussões muito rápidas na Coreia do Sul.

Desde abril, a República Popular Democrática da Coreia faz testes bélicos, declarando não estar mais ligada ao armistício de 1953, que pôs fim à Guerra da Coreia.

  
Para Lim Kang-taeg, estes acontecimentos são tentativas de mascarar a incapacidade do regime totalitário de gerir sua grave crise interna. 

“Os fatos podem ultrapassar o que imaginamos. Devemos nos preparar ante que seja tarde demais. Por isso, a Igreja deve formar sacerdotes e voluntários para responder às necessidades dos refugiados norte-coreanos”, disse.

Segundo o programa alimentar mundial da ONU, já está em curso um drama humanitário na Coreia do Norte que a crise política e as sanções internacionais correm o risco de ocultar e agravar. Após seguidas perdas nas colheitas, ao menos 8,7 milhões de pessoas (40% da população) necessitam de ajuda alimentar.

Durante a missa celebrada em Hanawon, Dom Lucas Kim Woon-hoe, bispo auxiliar de Seul e presidente do Comitê para a Reconciliação, lançou uma mensagem de perseverança: “temos pois de nos preparar para este dia desde agora, ainda que as Coreias do Norte e do Sul sejam inimigas e o caminho para a reunificação (...) pareça impossível neste momento”.

Todos os anos, no 25 de junho, dia que marca o fim da guerra de 1950-53, a Igreja da Coreia do Sul reza “pela reconciliação e a unidade do povo coreano”.

Em março, a arquidiocese de Seul aceitou cinco seminaristas que pediram para se consagrar ao serviço dos norte-coreanos. Dentro de sete anos, após sua formação ao sacerdócio, serão ordenados para a diocese de Pyongyang, uma jurisdição eclesiástica que no momento existe apenas virtualmente, cujo administrador apostólico é o cardeal Nicholas Cheong Jin-suk, arcebispo de Seul. 

Ao final da guerra civil em 1953, as três jurisdições eclesiásticas da atual Coreia do Norte e a comunidade católica que dependia delas foram aniquiladas. O Papa nomeou então administradores apostólicos sul-coreanos "sedi vacanti et ad nutum Sanctae Desi" (sedes vacantes sob administração de bispos externos nomeados por Roma). 

Hoje, não nem sacerdotes nem instituições eclesiásticas na Coreia do Norte, mas numerosos religiosos e sacerdotes esperam poder ser enviados ali em missão, como a Associação de sacerdotes da diocese de Pyongyang, que conta com 30 membros, vinte originários do Norte e dez nascidos na Coreia do Sul de pais originários do Norte.


(Nieves San Martín)


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