CIDADE DO VATICANO, sexta-feira, 3 de julho de 2009 (ZENIT.org).- Segundo informou a Santa Sé nesta sexta-feira, Bento XVI nomeou o arcebispo português Manuel Monteiro de Castro como novo secretário da Congregação para os Bispos.
O arcebispo, de 71 anos, natural de Santa Eufémia (perto de Guimarães), desempenhava desde 2000 o cargo de núncio apostólico em Espanha e Andorra.
Dom Manuel de Castro substituirá no cargo de secretário Dom Francesco Monterise, que foi nomeado arcipreste da Basílica de São Paulo Fora dos Muros, no lugar do cardeal Andrea Cordero Lanza, que se aposenta após a conclusão do Ano Paulino.
O arcebispo português irá a Roma para trabalhar como secretário do dicastério cujo prefeito é o cardeal Giovanni Battista Re.
Dom Manuel Monteiro de Castro falou à Agência Ecclesia sobre sua nomeação: "tive a notícia só há dois ou três dias. Naturalmente fiquei muito contente, porque trabalhar com o Santo Padre é sempre uma distinção e significa que apreciaram o trabalho que fiz nestes anos de serviço que, em grande parte, foi para tratar de questões relacionadas com os Bispos, o setor para onde vou trabalhar no Vaticano".
O arcebispo diz estar preparado para "trabalhar neste campo, que não é só de nomeações de bispos, são muitos outros problemas relacionados com milhares de bispos em todo o mundo".
Dom Manuel Monteiro de Castro tem uma longa experiência diplomática ao serviço da Santa Sé, que já o fez passar por países como Panamá, a Guatemala, o Vietnã, a Austrália, o México, a Bélgica, Trinidad e Tobago ou África do Sul.
Arcebispo titular de Benavento desde 1985, é doutorado em Direito Canónico e ocupava desde esse ano funções como "embaixador" do Papa em diversas nações. Deixou Portugal em 1961 e nunca trabalhou no país natal, embora mantenha uma relação próxima com a sua terra.
"Os meus planos seriam mais regressar à minha terra, devido aos meus 71 anos, era o que eu tinha dito aos meus superiores, mas dado que o Santo Padre me convidou, só tinha que dizer o que sempre disse desde que deixei Portugal, em 1961, isto é, colaborar plenamente", disse à agência portuguesa.
















