WASHINGTON, domingo, 13 de setembro de 2009 (ZENIT.org).- Porta-vozes da Conferência de Bispos Católicos dos Estados Unidos (USCCB) aplaudiram os comentários sobre o aborto e as pessoas sem seguro médico pronunciados pelo presidente Barack Obama, no dia 9 de setembro, no Congresso, ao discutir a reforma da saúde.
“De maneira especial recebemos positivamente o compromisso do presidente de excluir o uso de fundos federais para o aborto e de manter as leis federais existentes que protegem a liberdade de consciência no exercício da atenção médica”, declara Richard Doerflinger, diretor associado de atividades pró-vida da USCCB.
“Trabalharemos com o Congresso e a Administração para assegurar que estas proteções fiquem claramente refletidas em uma nova legislação, para que ninguém seja obrigado a pagar ou participar de aborto como resultado da reforma do sistema de atenção médica”, disse Doerflinger.
Por sua parte, Kathy Salie, diretora de Desenvolvimento Social Nacional da Conferência de Bispos, reconhece: “estamos de acordo em que ninguém deve ir à falência simplesmente por ficar enfermo”. “Esta é a razão pela qual os bispos refletiram durante décadas para alcançar uma atenção médica decente para todos”, acrescenta.
“A Igreja Católica proporciona cuidados médicos a milhões de pacientes, e frequentemente recolhe as peças soltas de um sistema de saúde com falhas sérias, e possui uma longa tradição de ensinamentos sobre a ética e a atenção médica. Uma reforma da saúde que respeite a vida e a dignidade de todos é um imperativo moral e uma prioridade nacional urgente”, indica Salie.
Por isso, assegura, “recebemos o discurso do presidente como uma importante contribuição a este essencial debate e tarefa nacional”.
“Coincidimos com o presidente em que ainda ficam detalhes a resolver”, disse Saile. “E com seu discurso vemos a oportunidade de trabalhar para uma política de saúde universal que respeite a vida e a dignidade humana, proporcione acesso a todas as pessoas, com especial preocupação pelos pobres, e inclua os imigrantes legais”.
















