FLORIDA, 14 de novembro de 2003 (ZENIT.org).- Os bispos do Uruguai sugerem aos fiéis que analisem a atitude de partidos e candidatos ante questões como o respeito aos direitos humanos --incluindo o da vida-- ou o apoio à família para enfrentar com critério formado o período eleitoral que o país viverá em 2004.
Eleições internas nos partidos, eleições nacionais e municipais convocarão os uruguaios às urnas, e «em uma sociedade cada vez mais plural, é muito importante eleger bem quem deverá assumir a grave responsabilidade de exercer a função complexa e difícil de governar», sublinha o episcopado.
Por isso, ao finalizar sua II Assembléia Anual --celebrada na cidade de Florida--, os bispos do Uruguai difundiram uma «reflexão pré-eleitoral» na qual oferecem critérios para as posições de partidos, candidatos e programas.
O respeito de «todos» os Direitos Humanos, «universais e indivisíveis, tal como foram propostos pelo magistério da Igreja, incluindo o respeito da vida humana desde o momento de sua concepção até seu término natural» encabeça a lista de temas de reflexão.
A este se acrescenta «o direito de brindar aos filhos uma educação de acordo com as próprias convicções religiosas ou filosóficas».
«A respeito de quem se postula novamente a um cargo legislativo: qual foi seu voto frente aos projetos de lei sobre estes temas?», perguntam os bispos uruguaios.
Outra chave para considerar nos candidatos é seu apoio a «esse bem fundamental da sociedade que é a família, fomentando sua estabilidade e fecundidade» e à educação, «em abertura aos autênticos valores e à dimensão transcendente do ser humano».
No terreno econômico e social se devem analisar «as propostas para impulsionar um país produtivo» tendo em conta o desemprego, a precariedade de trabalho e a pobreza.
Nesse capítulo se devem incluir as propostas de impulso do meio rural e a consideração dos problemas relacionados com o meio ambiente.
Igualmente se deve analisar as atitudes que demonstrem «a busca de autêntica paz social baseada na justiça e não na mera repressão» e aqueles que tentam «uma integração regional e americana» «que não derive em uma entrega de soberania», como é a «preocupante proposta da ALCA» (Área de Livre Comércio das Américas), advertem os prelados.
Dos candidatos se pede honestidade em sua vida e o «cumprimento de suas promessas eleitorais» no exercício de seus cargos. Também, os bispos sugerem que se observe a atitude de candidatos e partidos frente ao fenômeno da corrupção.
Logo, os prelados uruguaios oferecerão algumas «Pautas de Reflexão» para todos os que querem aprofundar na responsabilidade social do cristão em vista do ano eleitoral.
Novas autoridades da Conferência Episcopal Uruguaia
Ao finalizar a II Assembléia Anual de Bispos do Uruguai, se deu a conhecer também a nomeação das autoridades que dirigirão a Conferência Episcopal Uruguaia durante o triênio 2004-2006.
Como presidente foi eleito o bispo de São José de Maio, Dom Pablo Galimberti, que será acompanhado pelo bispo de Florida, Dom Raúl Scarrone, na vice-presidência. O bispo de Melo, Dom Luis do Castillo, é o novo secretário geral do organismo.
Igualmente foram eleitos os responsáveis de cada uma das comissões em que está dividido este episcopado.
Mais informações em www.iglesiauruguaya.com.
ZP03111411 - 14-11-2003
Permalink: http://www.zenit.org/article-2264?l=portuguese
Vida e família: uma chave para discernir o ano eleitoral do Uruguai
A proposta da Conferência Episcopal uruguaia, que renovou seus cargos
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