ZP09092903 - 29-09-2009
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Dom Twal: Igreja no Oriente Médio, “Igreja do Calvário”


Espera que o Sínodo 2010 ajude a deter a “hemorragia humana” da migração


CIDADE DO VATICANO, terça-feira, 29 de setembro de 2009 (ZENIT.org).- O Sínodo para o Oriente Médio, programado para os dias 10 a 24 de outubro de 2010, no Vaticano, permitirá aos participantes trazer propostas e esperanças, como a de que se encontre o modo de deter a "hemorragia humana" da migração dos fiéis da Terra Santa.

Foi o que afirmou Dom Fouad Twal, patriarca latino de Jerusalém, em uma entrevista concedida à Rádio Vaticano, após as reuniões mantidas na semana passada para colocar em andamento a organização deste Sínodo, sobre o tema "A Igreja Católica no Oriente Médio. Comunhão e testemunho. A multidão dos crentes tinha um só coração e uma só alma".


"Sentimo-nos felizes por esta convocatória do Sínodo para o Oriente Médio - confessou - e considerando a situação que vivem os cristãos e que vive toda a região, também os muçulmanos, os judeus, sentimos a necessidade de colocar sobre a mesa nossos temores, nossas angústias, nossas aspirações e talvez algumas propostas para o futuro, para confirmar nossos fiéis em sua fé, consolidar sua presença contra esta hemorragia humana da migração".


"Sentimos a necessidade de estar junto à Santa Sé, sob o auspício do Santo Padre, aqui em Roma", sublinhou.


Dom Twal admitiu que a Igreja do Oriente Médio é "uma Igreja do Calvário, uma Igreja que leva a cruz, e que muitas vezes sente que este caminho de cruz não tem um final".


"Vimos aqui já feridos, sofrendo, mas também cheios de esperança, e após a passagem do Santo Padre entre nós na Terra Santa, Jordânia, Palestina e Israel, venho pedir também a solidariedade e a oração de toda a Igreja universal, exortando as conferências episcopais, os cristãos, a sentir-nos co-responsáveis da comunidade cristã que ficou na Terra Santa".


"É o mesmo chamado que o Santo Padre fez e que repito, pedindo mais orações, mais solidariedade, mais proximidade e todos serão bem-vindos na Terra Santa!".


O patriarca expressou o desejo de que a Terra Santa "não permaneça para sempre como uma terra de conflito". "Cabe a nós dar tempo ao tempo, não perder nunca a esperança".


Um dos aspectos fundamentais que se falará no Sínodo, explicou, é a necessidade da comunhão entre os católicos dos diversos ritos: "Logo, o diálogo com o Islã e com Israel. São Muitos os problemas que nos preocupam".


"Nossos fiéis devem participar e se envolver ao máximo neste movimento de renovação - comentou. Espero que se possa levar remédio a tantas angústias, tantos temores, tantos obstáculos, tantos problemas como vivemos".


"Um dia teremos a alegria de viver em paz, de ter uma vida normal - acrescentou. Não pedimos nenhum privilégio. Queremos viver como todos os outros povos uma vida normal e isto não temos ainda".


"O Senhor nos disse: se alguém quer seguir-me, que carregue sua cruz. Nós a levamos, na esperança de que teremos um dia a alegria de viver", concluiu.


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