ZP09100809 - 08-10-2009
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EUA: bispos esclarecem declaração sobre diálogo católico-judaico


“Não é um convite camuflado ao batismo”, afirmam


Por Nieves San Martín

WASHINGTON, quinta-feira, 8 de outubro de 2009 (ZENIT.org).- O cardeal Francis George, de Chicago, presidente da Conferência Episcopal dos Estados Unidos (USCB), e outros quatro bispos fizeram pública nesta segunda-feira uma “Declaração de Princípios para o Diálogo Católico-Judaico”.

O cardeal e bispos também disseram em uma carta que o documento de 18 de junho, intitulado “Nota sobre Ambiguidades Contidas em ‘Reflexões sobre Aliança e Missão’” deveria ser emendado, cortando duas frases que podiam levar a mal-entendidos sobre o propósito do diálogo inter-religioso.

A Nota enfrenta temas relativos à evangelização e à aliança judia, que foram debatidos em um artigo escrito em 2002 por um grupo de estudiosos católicos, consultores da USCCB e o Conselho Nacional de Sinagogas.

Entendida “como um esclarecimento do ensinamento da Igreja primordialmente para católicos”, a Nota “leva a mal-entendidos e sentimentos de agravo entre membros da comunidade judaica”, afirmam os bispos em sua declaração.

Além de anunciar a revisão, os bispos fizeram pública também uma declaração com seis princípios para o Diálogo Católico-Judaico que trata do ensinamento e da compreensão católica do processo de diálogo.

Entre os princípios está o reconhecimento de que “a vida judia baseada na aliança perdura até o presente dia como um testemunho vital da vontade salvadora de Deus para com seu povo Israel e para com toda a humanidade”. 

Os bispos também afirmam a responsabilidade dos católicos de dar testemunho de Cristo como “o único salvador da humanidade”. Ao mesmo tempo, assinalam que o contexto vivido proporciona a forma deste testemunho. 

“A Declaração de Princípios” foi enviada em resposta a uma carta de 18 de agosto do rabino Gary Greenebaum, Comissão Americano Judaica; rabino Eric Greenberg, Liga Anti-Difamação; rabino Gilbert Rosenthal, Conselho Nacional de Sinagogas; professor Lawrence Schiffman, União Ortodoxa; e rabino David Berger, Conselho Rabínico da América. 

Os líderes judeus escreveram para expressar sua preocupação porque o parágrafo 7 da Nota caracterizou formalmente o diálogo católico-judaico como um convite, explícito ou implícito, aos judeus a abandonarem sua fé para abraçar o cristianismo. 

Os bispos respondem dizendo que o diálogo católico-judaico “nunca foi e nunca será utilizado pela Igreja Católica como um meio de proselitismo”, nem é “um convite camuflado ao batismo”.

A declaração pretende reafirmar o compromisso católico de um diálogo no qual a própria identidade dos judeus seja respeitada e se promova aprofundar os laços de amizade e mutua compreensão entre as duas comunidades.

“Sentando-nos à mesa, esperamos encontrar judeus que são fiéis à aliança mosaica, justo como insistimos que só católicos comprometidos com o ensinamento da Igreja se reúnam com eles em nossos diálogos”, diz. 

A declaração completa em inglês pode ser encontrada em: http://www.usccb.org/seia/StatementofPrinciples.pdf

A carta dos bispos pode ser baixada em: http://www.usccb.org/seia/ResponsetoRabbis.pdf


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