MADRI, segunda-feira, 19 de outubro de 2009 (ZENIT.org).- A Marcha pela Vida realizada no sábado passado, 17 de outubro, em protesto contra a nova legislação espanhola do aborto, foi um “êxito”, segundo seus organizadores, e começou a suscitar as primeiras reações políticas, ainda que seja difícil deter a lei.
Cerca de um milhão e meio de pessoas (dois milhões segundo os organizadores, 1,2 milhão segundo as autoridades regionais) se concentraram no sábado passado em Madri, procedentes de toda Espanha, para protestar contra a nova lei do aborto.
Na manifestação, que estava convocada por 42 organizações lideradas pelo Foro Espanhol da Família, participaram conhecidos jornalistas, atores, líderes de associações familiares e alguns políticos a título pessoal.
Entre outros, o ator e diretor mexicano Eduardo Verástegui, autor do filme “Bella”, e o ex-presidente do Governo, José María Aznar.
O ato, muito emotivo e festivo, incluiu entre outras coisas, uma homenagem às crianças não nascidas desde a aprovação do aborto em 1985, e na leitura de um manifesto em favor da vida, além de numerosos testemunhos.
Primeiras reações
Após o êxito da convocatória, o presidente do Partido Popular, Mariano Rajov, anunciou ontem, domingo, em coletiva de imprensa que a intenção de seu grupo é deter a lei no Parlamento.
Também o porta-voz de Convergência União no Congresso, Josep Antoni Duran i Lleida, se mostrou partidário de não modificar a lei atual, e pediu ao presidente que “reflita e escute as pessoas”.
Contudo, o atual Governo não mostra sinais de querer deter o projeto de lei, para o qual já conta com o apoio dos grupos mais radicais de esquerda que têm representação parlamentar (ERC, BNG e IU, entre outros), apesar inclusive do parecer contrário de importantes expoentes socialistas, como o presidente do Congresso, José Bono.
Precisamente, segundo publica o jornal ABC, o Governo vetou nestes dias um documento interno elaborado por uma de suas alas ideológicas, “Cristãos pelo Socialismo”, que ainda que apoiava o aborto livre dentro de alguns prazos, criticava um dos aspectos mais controversos da lei, o de permitir o aborto a menores sem o consentimento paterno.
Outro dos aspectos mais criticados da lei neste documento é a falta de uma rede de apoio à mulher que decide seguir adiante com sua gravidez.
(Inma Álvarez)















