MONTEVIDÉU, quarta-feira, 21 de outubro de 2009 (ZENIT.org).- Ante as eleições que acontecerão no próximo sábado no Uruguai, o Instituto Arquidiocesano de Bioética João Paulo II publicou um comunicado no qual propõe alguns pontos de discernimento para eleger o novo presidente deste país.
O comunicado assegura que entre eles devem estar a defesa da vida, desde sua concepção até sua morte natural, assim como a promoção da família, baseada no matrimônio entre um homem e uma mulher.
Segundo o Instituto Arquidiocesano de Bioética, estes valores não têm apenas um caráter confessional: "Estes princípios derivam simplesmente de uma reta compreensão racional do que é o ser humano".
Portanto, assinala o comunicado, "são subscritos e apoiados por uma grande quantidade de pessoas pertencentes a um amplo leque de posturas filosóficas, inclusive ateus, agnósticos, crentes de várias religiões e irmãos cristãos de outras confissões".
Leis contra a família
O Instituto Arquidiocesano de Bioética assegura que quando se pretende equiparar juridicamente a união entre homossexuais à de um matrimônio entre um homem e uma mulher, apresenta-se uma grande distorção do conceito de família: "a ferem e contribuem a sua desestabilização, obscurecendo seu caráter particular e seu insubstituível papel social".
Em 9 de setembro passado o Uruguai se converteu no primeiro país da América Latina a aprovar a lei de adoção por parte de casais de homossexuais, depois de que em 2007 foram legalizadas também as uniões entre casais do mesmo sexo.
Por isso, assinala o comunicado, a promoção da família e do matrimônio "é tanto mais necessária quanto mais se negam ou distorcem os princípios, porque isso constitui uma ofensa contra a verdade da pessoa humana, uma grave ferida causada à própria justiça".
Da mesma forma, o Instituto de bioética convidou a "julgar com sentido crítico as políticas concretas por sua maneira de encarar o problema global da vida humana no Uruguai de hoje".
Os candidatos que se enfrentarão neste sábado para suceder o atual presidente Tabaré Vásquez são José Mujica, da Frente Ampla, que lidera as pesquisas com 44%; Luis Alberto Lacalle, do Partido Nacional, que ocupa o segundo lugar com 29%.
Junto à eleição de presidente se vota o cargo de vice-presidente e o Parlamento. Serão eleitos 30 senadores para o Senado da XVII Legislatura e também 99 deputados para a Câmara Baixa desta legislatura.
Para obter o triunfo no primeiro turno eleitoral o candidato terá de obter mais de 50% dos votos. Em caso contrário, será necessário um segundo turno no domingo 29 de novembro. O presidente eleito assumirá em 1º de março de 2010.
















