ZP09110405 - 04-11-2009
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Santa Sé denuncia trágica realidade dos refugiados palestinos


A situação se resolverá somente com diálogo e negociações, adverte


Por Roberta Sciamplicotti

NOVA YORK, quarta-feira, 4 de novembro de 2009 (ZENIT.org).- A questão dos refugiados palestinos é uma “trágica realidade”, declarou ontem em Nova York o arcebispo Celestino Migliore, núncio apostólico e observador permanente da Santa Sé nas Nações Unidas.

O prelado interveio na 64ª sessão da Assembleia Geral da ONU sobre o item 31, “O Gabinete de socorro e de trabalhos das Nações Unidas para os refugiados da Palestina e do Próximo Oriente (UNRWA)”.

A agência, recordou, foi instituída como corpo temporal das Nações Unidas para servir os refugiados palestinos até que sua situação se resolvesse de forma justa.

Sua própria existência, revela, é “a lembrança de que a questão dos refugiados palestinos continua sem ser resolvida”.

Para Dom Migliore, trata-se de uma trágica realidade, que sublinha que a resolução do conflito palestino-israelita é “fundamental para por fim a muitas situações que provocam o caos na região do Oriente Médio e que têm sérias repercussões no âmbito mundial”.

O prelado lamentou, portanto, o fracasso das duas partes envolvidas em “empenhar-se em um diálogo significativo e substancial e discutir soluções para dar estabilidade e paz à Terra Santa”.

“Nunca como agora, é necessário que a comunidade internacional leve adiante seus esforços para favorecer com rapidez uma aproximação das partes”, declarou, sublinhando que quem se ocupa das negociações deve manter “uma postura equilibrada, evitando a imposição de condições prévias entre as partes”.

Recordando que os muitos problemas da região se resolverão somente com negociações e diálogo, Dom Migliore indicou que uma solução duradoura deve incluir “o status da Cidade Santa de Jerusalém”.

“Também à luz de numerosos episódios de violência e dos desafios da livre circulação, colocados pelo Muro de Segurança, a Santa Sé renova seu apoio às medidas garantidas no âmbito internacional para assegurar a liberdade de religião e de consciência aos habitantes e um acesso permanente, livre e sem obstáculos aos Lugares Santos por parte dos fiéis de toda religião e nacionalidade”.

“Somente com uma paz justa e duradoura – não imposta, mas alcançada com a negociação e com o compromisso razoável – se realizarão as aspirações legítimas de todos os povos da Terra Santa”, concluiu.


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