MONTEVIDÉU, quarta-feira, 18 de agosto de 2004 (ZENIT.org).- A Conferência Episcopal do Uruguai publicou um comunicado para confirmar que o assessoramento médico não pode ter por objetivo facilitar o aborto.
O documento do Conselho Pontifício Permanente do episcopado acontece depois que o Sindicato Médico do Uruguai manteve conversações com uma representação dos prelados para entregar o texto de «Iniciativas de saúde contra o aborto em condições de risco».
«Em relação a suas inquietudes e propostas existem acordos e discrepâncias», afirmam os prelados no texto, publicado esta terça-feira.
«Consideramos positivo o assessoramento a toda mulher que se encontra na situação de uma gravidez não desejada a respeito de todas as alternativas que existem em nosso país para evitar o aborto (como facilitar o caminho da adoção e os apoios sociais apropriados) e o advertir sobre os riscos de um aborto para a saúde da mãe», afirma o documento.
«Não podemos estar de acordo, contudo, em que este assessoramento possa facilitar o aborto», declaram os prelados.
«Quanto à prática proposta estes dias pelo Ministério da Saúde Pública, parece-nos positivo ampliar o assessoramento do médico com a contribuição de outros profissionais», afirma o comunicado.
«Confiamos em que os médicos estarão sempre a favor da vida e que os funcionários públicos, atuando com sentido ético, irão amparar os direitos da criança por nascer e respeitarão a legislação vigente», concluem os bispos.
ZP04081808 - 18-08-2004
Permalink: http://www.zenit.org/article-4932?l=portuguese
Bispos do Uruguai: Assessoramento médico não pode facilitar aborto
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