ZP05113015 - 30-11-2005
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África não precisa que sintam pena dela, precisa de amor genuíno, solidariedade e justiça


Afirma Dom John Onaiyekan, arcebispo de Abuja (Nigéria)


ABUJA, quarta-feira, 30 de novembro de 2005 (ZENIT.org).- Segundo Dom John Onaiyekan, arcebispo de Abuja e presidente do Simpósio das Conferências Episcopais de África e Madagáscar (SCEAM), o continente africano não precisa que sintam pena dele, «precisa é de amor genuíno, solidariedade e justiça».

As palavras do prelado foram difundidas no contexto da mensagem escrita por ele para o Dia Mundial da SIDA (Aids) 2005, a se celebrar no próximo dia 1 de dezembro.

Dom Onaiyekan apela «a todos os dirigentes e povos de África, assim como aos dirigentes e aos povos de outros continentes, para que respeitem África e desistam completamente de dar uma imagem negativa de África através dos meios de comunicação».

Segundo ele, o continente precisa é de amor genuíno, solidariedade e justiça, não de pena e pessimismo.

«Apesar de muitas dificuldades, desilusões e desafios, nós, os Bispos Católicos de África, partilhamos um profundo otimismo com todos os nossos concidadãos: a África vai sobreviver», afirma.

Segundo o arcebispo, «a pandemia do VIH e do SIDA (HIV/Aids) será derrotada. Este otimismo forte provém da nossa esperança e da nossa convicção cristãs conforme manifestada por São Paulo na sua carta aos romanos: “Quem nos poderá separar do amor de Cristo? O sofrimento, as dificuldades, a perseguição, a fome, a pobreza, os perigos, a morte,” ou o VIH e o SIDA? (Rom 8:35). Não! Deus ama África e os seus povos, e não teremos medo».

«Os povos de África têm uma energia interior rica e valores nobres, e coragem e determinação para derrotarem a pandemia. É por esse motivo que apelamos a todos os povos de África para se lançarem num combate corajoso contra o VIH/SIDA. Saudamos a solidariedade de todas as pessoas de boa vontade neste Dia Mundial do SIDA 2005», afirma.

O arcebispo manifesta ainda na mensagem sua proximidade a todos os que na África e em Madagascar vivem com VIH ou SIDA. «Garantimos o amor e as orações dos vossos bispos. Prometemos ficar do vosso lado, e incentivar todos os nossos agentes da pastoral a servirem e a cuidar-vos de uma forma holística», diz.


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