17.000 mulheres em situação vulnerável recebem apoio da Cáritas na Espanha

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MADRI, quinta-feira, 30 de agosto de 2007 (ZENIT.org).- Durante o último ano, mais de 17.000 mulheres em situação de vulnerabilidade e precariedade social receberam apoio da Cáritas através da ampla rede de centros e serviços com que contam as 68 Cáritas diocesanas e mais de 6.000 Cáritas paroquiais existentes na Espanha.



Em 2006, a Cáritas Espanhola investiu no Programa de Mulher, em todo o Estado, um total de 6.837.603 euros, o que o converte em um dos âmbitos de atividade de maior destaque orçamentário no conjunto das atividades da Confederação.

«O trabalho que a Cáritas leva a cabo com as mulheres em dificuldade leva sempre muito em conta a diversidade de suas situações pessoais e de seus contextos sócio-econômicos e vitais», explica Cáritas em um comunicado enviado à Zenit.

«São mulheres em situação grave de exclusão e de vulnerabilidade social, que foram objeto de diversas formas de violência – acrescenta: mulheres imigrantes ‘ilegais’; com cargas familiares não compartilhadas; com escassos ou nulos recursos econômicos; baixa auto-estima; e carência de redes familiares e sociais próximas, sem moradia ou com lares em estado muito precário, com níveis educativos deficiente; mulheres vítimas de violência de gênero; mulheres prostituídas ou procedentes do tráfico não só com fins sexuais, mas também trabalhistas; ou mulheres com problemáticas específicas de prisões».

Como se recolhe na última Memória anual de atividades da Cáritas, «podemos considerar que as mulheres com as quais entramos em contato estão de alguma maneira afetadas pela exclusão ou em vias de cair nela, que vivem uma séria separação no âmbito vital, econômico e social, pelo que precisam ajuda e tempo para recuperar-se como mulheres livres e autônomas».

Desde esta realidade de exclusão social que afeta um bom número de mulheres em nosso país, o trabalho que Cáritas desenvolve se baseia fundamentalmente naquelas ações que têm a ver com suas expectativas e suas necessidades, de acordo com as seguintes linhas de trabalho:

–A recuperação da auto-estima e dos elementos positivos que a mulher oferece à sociedade, que se traduz na luta pela igualdade desde a diversidade.

–A formação e a recuperação pessoal das mulheres.

–A inserção trabalhista, com especial atenção ao emprego e aos processos de recuperação pessoal, para o qual se fomenta a capacidade auto-empresarial em lojas solidárias ou através do associacionismo.

–A mediação social para a saúde, já que muitas mulheres carecem de plano de saúde ou desconhecem o mapa de serviços que podem utilizar, como os serviços de saúde mental ou de violência de gênero.

–O desenvolvimento de espaços de cobertura das necessidades básicas nos casos de exclusão social mais grave.

–A colaboração na busca de moradia. A Cáritas oferece serviços de acolhida de urgência ou temporal, seja em residências, prédios tutelados ou semitutelados, onde a mulher se prepara para realizar um trabalho.

«Junto a este importante trabalho no plano público que se desenvolve através do Programa de Mulher, a Caritas Espanhola é também membro ativo do grupo de trabalho que há dois anos atua no seio da Cáritas Europa para denunciar e combater o crescente problema do tráfico de mulheres», informa a instituição.

Desta forma, em suas estratégias internacionais de cooperação ao desenvolvimento e de resposta às emergências, a Cáritas situa sempre as mulheres, junto com as crianças e os idosos, no centro de suas prioridades humanitárias, consciente de sua especial potencialidade e capacidade como motores do desenvolvimento de suas próprias famílias e comunidades.