170 microprojetos para a América Latina são financiados pela Fundação Populorum Progressio

Pedidos mais frequentes de ajuda dizem respeito à formação

Roma, (Zenit.org) Redacao | 415 visitas

São 170 os projetos que a Fundação Populorum Progressio, do Pontifício Conselho Cor Unum, apoiará na América Latina. 27 projetos deverão ser realizados na Colômbia, 22 no Brasil, 16 na Bolívia, 15 no Peru, além de outros na Argentina, no Chile, na Colômbia, na Costa Rica, no Equador, em El Salvador, na Guatemala, no Haiti, em Honduras, no México, na Nicarágua, no Panamá, no Paraguai, na República Dominicana, no Uruguai e na Venezuela.

A fundação foi constituída pelo beato João Paulo II no dia 13 de fevereiro de 1992, ano do quinto centenário da evangelização do continente americano. A Populorum Progressio é dirigida pelo presidente do Cor Unum, o cardeal Robert Sarah, e formada por cinco arcebispos latino-americanos, um secretário laico e pelo subsecretário dom Segundo Tejado Muñoz. O conselho se reúne todo ano em um lugar diferente da América Latina, escolhido entre os países dos membros do conselho para examinar os projetos apresentados e selecionar os mais idôneos.

Recentemente, em entrevista ao Osservatore Romano, o subsecretário do Cor Unum, dom Segundo Tejado Muñoz, afirmou que "podemos dizer que atingimos muitas etapas fundamentais do caminho rumo à plena promoção da população pobre da América Latina".

Neste ano, foram apresentados 200 projetos e selecionados 170. Dom Tejado explica que o processo de seleção leva em conta os fundos disponíveis, o cumprimento dos princípios que guiam a fundação, a seriedade da proposta, a correção da posição de quem apresenta o projeto. "Queremos ter certeza de colocar o pouco que temos nas mãos adequadas para a realização do projeto. Geralmente, a cada projeto aprovado, destinamos um máximo de 15.000 dólares".

Os pedidos mais frequentes de apoio se relacionam com a formação. Mas há também pedidos para a escavação de poços e encanamento de água, para salões de reuniões e para estruturas sociais de vários tipos. Os países que apresentam as maiores necessidades, de acordo com dom Tejado, são a Bolívia, a Colômbia e o Brasil. Sobre o fenômeno do Brasil, um dos países mais ricos da América Latina, ele matiza que "os países que parecem mais ricos são aqueles em que se manifesta o maior contraste entre os centros urbanos e as periferias. Há uma grande diversidade de condições e uma fortíssima desigualdade entre ricos e pobres".

A última reunião do organismo aconteceu em Arequipa, no Peru, onde foi inaugurado o Centro de Estudos e Desenvolvimento Humano e Integral Nova Arequipa. Trata-se de um moderno centro de formação integrado com um jardim de infância. A necessidade foi identificada porque as mães que levavam as crianças ao jardim de infância eram principalmente mães jovens com grandes dificuldades para sustentar os filhos, já que não tinham trabalho ou formação.