177 países mantêm relações diplomáticas com Santa Sé

O último a fazê-lo foi a República de Botsuana, em novembro passado

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CIDADE DO VATICANO, quinta-feira, 8 de janeiro de 2008 (ZENIT.org).- Com o estabelecimento de relações diplomáticas com a República de Botsuana, em 4 de novembro passado, já são 177 Estados de todo o mundo que mantêm um reconhecimento bilateral com a Santa Sé. 

Assim indica um comunicado divulgado nesta quinta-feira por ocasião da tradicional recepção do Papa pelo corpo diplomático acreditado na Santa Sé, que acontece sempre nos primeiros dias de janeiro de cada ano, e na qual se resume a atividade diplomática levada a cabo pelo Vaticano no último ano. 

A Santa Sé, recorda o comunicado, mantém também representantes nas instituições européias, assim como diante do Soberano Militar da Ordem de Malta, e duas missões especiais que implicam em certo reconhecimento, ainda que não de forma plena: a Missão da Federação Russa, à frente da qual há um embaixador, e o escritório da Organização para a Libertação da Palestina (OLP). 

O Vaticano está também representado nas instituições de caráter mundial: como «Estado observador» na ONU, como membro de 7 organizações e agências das Nações Unidas, observador de outras 8 e membro ou observador em 5 organizações de tipo regional. 

Entre os países que não têm relações diplomáticas com a Santa Sé se encontra a China, a Coréia do Norte, o Vietnã e a Arábia Saudita. 

Acordos bilaterais

Em 2008, a Santa Sé negociou três acordos bilaterais com o principado de Andorra, com o Brasil e com a França, e ratificou o acordo assinado anteriormente com a República das Filipinas. 

O acordo com o Principado de Andorra, ratificado em 12 de dezembro passado, e o acordo com o Brasil, assinado em 13 de novembro, tinham como objeto regular completamente a relação jurídica da Igreja Católica nestes países e se referiam a vários aspectos, enquanto o ratificado com as Filipinas (29 de maio) e o assinado com a França (18 de dezembro) se referiam a questões concretas, como os bens culturais e a educação.