25 organizações católicas de caridade que atuam na Síria se reúnem em Roma

Nesta sexta, evento promovido pelo "Cor Unum" coordena as ações num país em que a guerra já causou 160 mil vítimas

Cidade do Vaticano, (Zenit.org) Redacao | 258 visitas

Nesta sexta-feira, 30 de maio, o Pontifício Conselho "Cor Unum" promove uma reunião de coordenação entre as organizações de caridade católicas que atuam na Síria.

O encontro, com a participação de 25 organizações católicas que operam no país em guerra e em outras nações do Oriente Médio, será estruturado em duas etapas.

No decurso da manhã, depois da apresentação inicial feita pelo cardeal Robert Sarah, presidente do "Cor Unum" e coordenador dos trabalhos, falará o Secretário de Estado do Vaticano, cardeal Pietro Parolin. Também se pronunciarão dom Mario Zenari, núncio apostólico na Síria, e mons. Antoine Audo, presidente da Cáritas Síria.

Ainda de manhã, serão apresentadas as atividades realizadas pelo escritório de informações de Beirute, criado no ano passado para coletar e distribuir dados sobre o trabalho das organizações católicas na região.

À tarde, os participantes se concentrarão nos aspectos práticos da cooperação entre as várias entidades na Síria e nos países vizinhos.

O objetivo da reunião é fazer uma avaliação do trabalho realizado até agora pelas organizações caritativas católicas no contexto do conflito sírio, evidenciar os pontos mais críticos que surgiram ao longo dos últimos dois anos e identificar as prioridades de trabalho para o futuro.

A Síria está no centro das atenções da comunidade internacional por causa da longa crise humanitária resultante da guerra civil. A Santa Sé, juntamente com a atividade diplomática, através da rede de nunciaturas, das relações com as igrejas locais e do trabalho das agências caritativas católicas, participa ativamente dos programas de ajuda e de assistência humanitária.

De acordo com os dados disponíveis, a crise síria teria causado até agora cerca de 160 mil vítimas fatais, mais de 2 milhões de refugiados, a maioria em países do Oriente Médio e do Mediterrâneo, e cerca de 6 milhões de desabrigados internos, forçados a migrar para outras localidades dentro do país.