A bela face da política

Prefeito italiano na Marcha pela Vida em Paris

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ROMA, segunda-feira, 30 de janeiro de 2012(ZENIT.org) – “Qual candidato me deixará viver?” É o grito da criança no ventre que foi difundido durante a 8° edição da Marcha que aconteceu em Paris pelo respeito à vida, nas vésperas das eleições presidenciais e legislativas na França.

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Estava presente na Marcha pela Vida, como de costume, uma delegação do Movimento pela Vida Italiano, 25 pessoas, sobretudo jovens. Entre eles Luciano Trapletti, prefeito de Berzo S. Fermo (BG), nascido em 1973 e voluntário pela vida há vinte anos.

ZENIT o entrevistou para descobrir a outra face da política.

Faixa tricolor de prefeito, mochila e tênis, em Paris pela vida: Por quê?

Trapletti: Bem, o valor da vida, que acredito fortemente, é fundamental. Se não colocarmos a vida, sobretudo dos mais indefesos, em primeiro lugar, acho que temos pouco a pensar sobre a economia e tantas outras questões que claramente não são essenciais.

É uma visão muito bonita, mas não de todos hoje em dia...

Trapletti: É verdade...bonita! A minha experiência pessoal foi atingida por uma tragédia familiar. Este é o motivo do meu entusiasmo e da importância que dou à vida. Se não colocarmos na base o ser humano, aquele que está entre nós, sobretudo o mais indefeso, é obvio que não podemos continuar pensando grande, porque tudo começa do pequeno.

Finalmente uma política limpa, verdadeira...

Trapletti: Seria belo poder dizer assim e mais ainda, ver. Infelizmente, digo sempre aos meus cidadãos, nem sempre o exemplo que temos dos nossos superiores e políticos é nesse sentido. Esta manifestação ao invés me dá muito entusiasmo, ainda mais vendo tantos jovens...porque podemos voltar para trás e quem nos governa pode entender  que basicamente, as prioridades precisam ser revistas: não apenas a economia, dinheiro, e welfare mas também algo mais.

Como disse o senhor, primeiro a atenção às crianças que ainda não nasceram e depois a economia e tudo mais. O que significa esta Marcha: esperava algo assim?

Trapletti: É o primeiro ano que eu venho, mas nos anos anteriores partilhei as etapas com meus amigos que tinham participado. É o 5° ano que eles participam, portanto alguma coisa já sabia. Viver pessoalmente foi outra coisa, junto com os meus jovens e outras pessoas. É belo compartilhar, acima de tudo saber que alguém como você está lutando para que não sejam tutelados apenas os direitos dos animais, no entanto correto e adequado, contra a vivisseção e etc. Mas seria melhor intervir, sobretudo em favor dos homens.

Na França são muito atentos a natureza, mas poucos o são com os homens-embriões.

Trapletti:Isso é um outro aspecto.Muitas vezes é necessário ponderar e dar um peso correto e principalmente escolher prioridades. Claro que para aqueles que crêem, a prioridade deveria ser a vida, um dom maravilhoso que Deus nos deu. Mesmo para quem não crê, existe o fato de que a vida é um dom maravilhoso e, sobretudo um recurso e um grande valor que não deve ser sufocado, mas certamente ajudado a crescer.

O senhor acha que fazer a Marcha pela Vida hoje é algo necessário e positivo?

Trapletti: Absolutamente sim. Manifesta-se por toda razão justa e compartilhável, um motivo a mais para Marchar pela vida que está na base de tudo.

Por Elisabetta Pittino

(Tradução:MEM)