A bíblia tão longe e tão perto de nós... Ah! Não fosse a Igreja católica...

A única forma de compreendermos corretamente a bíblia e termos acesso à sua verdadeira essência é lendo-a à luz da tradição sagrada.

São Paulo, (Zenit.org) Edson Sampel | 981 visitas

Quando lemos a bíblia sagrada, estamos realmente lendo algo dito ou escrito (inspirado) por Deus? A resposta é: depende! Se abrirmos uma bíblia em português, inglês, francês, alemão, espanhol etc., certamente nos encontraremos a centenas de quilômetros de distância do que Deus realmente falou ou revelou pelas escrituras.  Fiquemos só com o testamento novo. E se soubermos grego? Bem, se formos capazes de dominar o grego bíblico ou koiné, língua na qual foi escrito o evangelho, então, estaremos apenas a quilômetros de distância do que Deus quis revelar, porque Jesus não se exprimia em grego, mas em aramaico.

Mesmo que soubéssemos perfeitamente o grego e o aramaico antigos, ainda assim, haveria uma distância considerável entre a revelação divina e nosso entendimento dela. Por quê? Porque os hagiógrafos, vale dizer, são Mateus, são Marcos, são Lucas e são João também interpretaram a mensagem soteriológica de Jesus e, segundo o adágio, tradutore traditori.

Como sair desse aparente labirinto? A única forma de compreendermos corretamente a bíblia e termos acesso à sua verdadeira essência é lendo-a à luz da tradição sagrada. Tem de haver uma simbiose perfeita entre essas duas vertentes da palavra de Deus: a tradição sagrada e a bíblia sagrada.

Bem. Tranquilizemo-nos. Na prática, podemos sim saborear lindos versículos bíblicos em nosso próprio idioma. Mas, temos de contar com edições autorizadas pela Igreja católica, com o imprimatur e, principalmente, providas de bons comentários.

Ah! Não fosse a Igreja católica, ao ler a bíblia, sujeitar-nos-íamos aos devaneios de nossa imaginação. O catolicismo encurta a distância quilométrica entre o leitor da bíblia e a mensagem autêntica de Jesus. Isto ocorre porque a Igreja católica recebeu esta missão do próprio Deus. O magistério eclesiástico, exercido mormente pelo papa, apresenta para o mundo o modo correto de entender e ler a bíblia.