A brisa leve que vem de Cuba

Irmãos maristas voltam a trabalhar com jovens na ilha

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Por José Antonio Varela Vidal

ROMA, terça-feira, 3 de abril de 2012 (ZENIT.org) - "A suave brisa fresca" com que o papa Bento XVI comparou a visita de João Paulo II a Cuba trouxe melhorias para a sociedade do país. Uma delas foi o retorno de algumas congregações religiosas, a pedido dos bispos cubanos. Eles não tiveram obstáculos para contar novamente com esse apoio tão valioso.

A congregação dos Irmãos Maristas voltou, mesmo não podendo desenvolver diretamente o seu carisma, já que, ao chegar, foram comunicados de que a educação em Cuba é um assunto resolvido e a cargo do estado. Porém, diante da queda na qualidade educativa durante as duas últimas décadas na ilha, os filhos de Marcelino Champagnat vêm oferecendo serviços gratuitos de reforço escolar, o que é muito apreciado pelas famílias.

Oficialmente, eles estão comprometidos com a pastoral juvenil, razão pela qual ZENIT entrevistou o religioso mexicano Héctor Ávalos Gil, que está em Cuba desde 2001, durante a reunião internacional realizada em Roma como preparação para a Jornada Mundial da Juventude (JMJ) de 2013, no Rio de Janeiro. Secretário executivo da pastoral juvenil da Conferência Episcopal Cubana, ele está muito atento às “novas brisas frescas” e espera levar muitos jovens à JMJ no Brasil.

Os jovens cubanos já estão se preparando para a JMJ do Rio?

- Ir. Ávalos: Sim, os preparativos começaram ainda na missa de envio em Madri. Os jovens cubanos, e com eles a pastoral latino-americana, acolheram o convite com entusiasmo e alegria. Vai ser uma oportunidade para irem mais jovens do continente americano.

Essa JMJ vai ter alguma novidade?

- Ir. Ávalos: Vai, ela vai ser enriquecida pela Semana Missionária, prévia à jornada, como resposta à Missão Continental lançada em Aparecida. Os integrantes da equipe organizadora oferecem um quadro completo de atividades, que pode ser vistas no site rio2013.com.

Como vai ser a participação dos jovens cubanos?

- Ir. Ávalos: A participação deles é muito discreta, mas significativa, por causa da representatividade de todas as dioceses. Para esses eventos internacionais nós contamos com o apoio de igrejas irmãs e de organizações diversas, às quais agradecemos por todo o apoio. Em especial, ao Conselho Pontifício para os Leigos, que nos ajuda a participar das JMJ.

Como as JMJ estão contribuindo com a pastoral juvenil da Igreja?

- Ir. Ávalos: A JMJ tem a sua dinâmica própria e enfatiza o lado festivo, e nós temos que cuidar para que elas não virem puro “turismo religioso”, e conseguir fazer com que Jesus seja o centro da vida dos jovens. A chave para conseguirmos “jovens de Cristo” é a universalidade da igreja, a doação no serviço voluntário, a adoração eucarística, sentir-se amados por Deus no sacramento do perdão e a alegria de celebrar a vida em comunidade.

Os irmãos maristas se dedicam atualmente a que trabalho em Cuba?

- Ir. Ávalos: A nossa missão está acontecendo nas dioceses de Cienfuegos e Havana. Em Cienfuegos nós temos espaços de formação para catequistas, animadores da pastoral juvenil, leigos, missões, entre outros. Em Havana colaboramos na formação de seminaristas, na vida religiosa e com os leigos.

Têm alguma presença nos colégios do estado?

- Ir. Ávalos: Não, nenhuma.