A família do padre Dall'Oglio: "preparados também para chorá-lo"

Comunicado da família do jesuíta italiano desaparecido na Síria há um ano

Roma, (Zenit.org) Rocio Lancho García | 456 visitas

A família do padre jesuíta italiano Paolo Dall'Oglio, desaparecido há um ano na cidade síria de Raqqa, emitiu um comunicado em que pede aos responsáveis pelo desaparecimento "que tenham a dignidade de nos informar o que houve com ele". A família afirma ainda que "gostaríamos de voltar a abraçá-lo, mas estamos preparados também para chorá-lo".

Ao longo destes 12 meses, surgiram várias notícias desencontradas sobre o paradeiro do jesuíta, algumas afirmando o seu assassinato, outras informando que o padre ainda está vivo. Mas nunca houve nenhum comunicado oficial dos sequestradores.

“Já faz um ano que não temos notícias do nosso filho e irmão Paolo, sacerdote, jesuíta, italiano, desaparecido na Síria em 29 de julho de 2013. É muito tempo, tempo demais, mesmo para um lugar de guerra e de sofrimento infinito como a Síria", diz o comunicado da família.

Os parentes afirmam que hoje, um ano depois do desaparecimento de Dall’Oglio, "rezaremos e estaremos perto dele, de todos os sequestrados, de todos os encarcerados injustamente e de tantas pessoas que sofrem por causa desta guerra".

Durante a festa de Santo Inácio de Loyola, no ano passado, o papa Francisco manifestou a sua preocupação com padre Dall'Oglio durante a homilia, dizendo que estava "pensando em nosso irmão da Síria".

Dall'Oglio é um sacerdote italiano que trabalhou na Síria desde a década de 1980 e que esteve muito comprometido com o diálogo entre o islã e o cristianismo. Em 2012, ele foi expulso do país pelo regime, mas retornou em 2013 para uma missão humanitária.

Os membros da comunidade síria do mosteiro de Deir Mar Musa, do qual Dall’Oglio é fundador, afirmaram que o sacerdote tinha partido, no dia do desaparecimento, rumo ao norte da Síria. Desde então, não houve mais notícias.