A família precede e fundamenta o Estado

Os 30 anos da Carta dos Direitos da Família

Roma, (Zenit.org) | 477 visitas

"Estamos tão convencidos da validade não apenas moral e pastoral, mas também social da Carta dos Direitos da Família, que a colocamos como base do Fórum", afirma em comunicado Francesco Belletti, presidente do Fórum das Associações Familiares. "E é por isso que estamos na linha de frente, junto com o seu depositário, o Pontifício Conselho para a Família, nas comemorações pelos seus trinta anos, completados alguns dias atrás e agora celebrados na conferência ‘Novos horizontes antropológicos e os direitos da família’”.

Por que podemos falar em direitos da família? Lemos no documento pontifício: "Como comunidade de amor e de vida, a família é uma realidade social firmemente enraizada e, à sua maneira, uma sociedade soberana, ainda que condicionada em vários aspectos. A afirmação da soberania da instituição da família e o reconhecimento dos seus vários condicionamentos levam, naturalmente, a falar dos direitos da família".

"Direitos da família que estão intimamente relacionados com os direitos humanos, mas não são simplesmente a soma desses direitos, já que a família é mais do que a soma dos seus membros. É uma comunidade entre os sexos e entre as gerações e, por isso, a sua subjetividade fundamenta e exige direitos próprios e específicos. A família está intimamente ligada à nação em que está inserida, gera um povo e a ele pertence. Os pais geram os filhos, em certo sentido, também para a nação, porque somos membros dela e partícipes do seu patrimônio histórico e cultural".

A família, no entanto, disse o presidente, "também está ligada ao Estado em virtude do princípio da subsidiariedade, segundo o qual a família deve ser deixada livre para alcançar os seus fins respondendo de modo autônomo às próprias necessidades. Só quando ela realmente não basta a si mesma é que o Estado tem o direito e o dever de intervir". Uma sociedade verdadeiramente forte é sempre composta por famílias fortes, "conscientes da sua vocação e da sua missão na história. Uma responsabilidade por uma tarefa que vê a família no centro de um ciclo virtuoso de promoção e salvaguarda do humano e do criado".

"Não há Estado sem a família que precede o Estado e o fundamenta", conclui Belletti. "Daí o compromisso do Fórum com a exigência do respeito e da proteção para a família, para a sua identidade e para o seu papel, por parte do Estado que lhe é devedor. A família é protagonista e construtora do bem comum".

Afinal, como foi anunciado no FamilyDay, “o que é bom para a família, é bom para a sociedade”.