A fraternidade é compatível com a luta política

Presidente dos Focolares, Maria Voce, e co-presidente Giancarlo Faletti, se encontram com duzentos membros do Movimento Político pela Unidade no Brasil

São Paulo, (Zenit.org) Carla Cotignoli | 554 visitas

Sexta-feira passada (11), na Mariápolis Ginetta (Vargem Grande – SP), a Presidente Internacional dos Focolares, Maria Voce e o copresidente, Giancarlo Faletti, se encontraram com aproximadamente duzentos aderentes do Movimento Político pela unidade, no encontro em âmbito nacional.

Entre os aderentes, provenientes do Brasil inteiro, encontravam-se Deputados federais, prefeitos, vereadores e um jovem, que testemunharam a inovação que a prática da fraternidade está trazendo em suas vidas e no ambiente em que se encontram inseridos.

A fraternidade é compatível com a luta política? Segundo a deputada federal Luiza Erundina no tempo da luta contra a ditadura, para ela tempo de juventude, a resposta era “não”. Um não que tornou-se “sim” no encontro com Chiara Lubich, por ocasião do início do Movimento Político pela Unidade.

Para o prefeito de Sorocaba, Antonio Carlos Pannunzio, o fato mais importante é o novo despertar da percepção de que somos antes de tudo, membros da única família humana, porque filhos de um único Pai. “Nas assembleias políticas podemos não concordar com um colega, mas isso não pode ser motivo para fazer dele um inimigo”, afirmou.

No entanto, quando o muro da inimizade é erguido, não é impossível abatê-lo. “Eu era um ferrenho adversário de Luiza erundina, quando ela era prefeita de São Paulo e eu vereador”, declarou Walter Feldman – deputado federal. “Agora, nos falamos quase todos os dias. O diálogo torna-se possível onde os contrários se encontram em função de uma síntese: o bem comum”.

O senador Wellington Dias do Estado do Piauí, há quarenta anos em atividade, afirma: “A ação poítica é mais difícil e complexa atualmente, no exercício da democracia, do que nos tempos da ditadura”. Ele fala sobre “degeneração da prática política”. “É a fraternidade que nos impede de cair na mão do pior inimigo: o ego, que nos impele a aparecer, a nos mostrarmos melhores do que o próximo”.

“Decidi tomar o metrô, como todos. É preciso estar entre as pessoas para sintonizar-nos, para sanar a separação entre políticos e sociedade. A mudança começa a partir da prática pessoal”. É  o que o deputado federal Luis Carlos Hauly afirmou, mostrando o exemplo de Mandela e Gandhi.

Pedro Henrique Fiorelli é um jovem que acompanha a “Escola Civitas”, em vista da formação do bom cidadão: condição básica para ser mais tarde um bom político. A lição de fundo: não uma política para vencer as eleições, mas como arte para a transfornação social, privilegiando os esquecidos.

“Esta ação política iluminada, centralizada no valor da relação, da proximidade, começando pelos últimos que gritam o desejo de fraternidade através das próprias carências, é mais do que necessária”, afirmou Maria Voce.

 E Giancarlo Faletti definiu estes políticos como “especialistas em humanidade”, “profetas de um mundo novo”, “profetas da esperança”.

O encontro se concluiu com um gesto significativo: a entrega da placa de uma rua em Porto Alegre, com o nome de Chiara Lubich. E houve ainda quem compôs uma canção com o título “Amor dos amores”, a definição que a fundadora dos Focolares deu à política. Canção que foi assumida como hino do MPpU.

O próximo evento será a nível internacional: um Congresso mundial em Roma, marcado para março de 2015. Foi anunciado por meio de uma mensagem da presidência internacional do MppU a fim de que possa oferecer “a riqueza do pensamento político de Chiara Lubich que, profeticamente , prefigurava um mundo unido através do amor recíproco não apenas entre pessoas, mas também entre os povos”.

(Red. TS)