A herança do sagrado: obras-primas do Vaticano e de museus italianos na JMJ Rio 2013

Mostra reforça os laços culturais entre o Brasil e a Itália

Rio de Janeiro, (Zenit.org) | 1192 visitas

Dentro da programação do Festival da Juventude da JMJ Rio2013, o Museu Nacional de Belas Artes (MNBA) inaugura em 10 de julho (para o público) a exposição A herança do sagrado: obras-primas do Vaticano e de museus italianos, que apresenta mais de cem obras-primas vindas dos Museus Vaticanos e das principais instituições italianas, como o Museu do Palácio Venezia, a Galeria Borghese e os Museus Capitolinos (Roma), o Museu de Capodimonte (Nápoles), a Galeria Nacional de Marche (Urbino) e a Galeria Palatina (Florença), além da Biblioteca Apostólica Vaticana e a Fábrica de São Pedro. Informou a Assessoria de Imprensa da JMJ Rio 2013. 

“É uma exposição única em razão da amplitude do tema e pela presença de mestres e grandes artistas, o que proporciona um amplo entendimento da singularidade de importantes períodos artísticos ― o Renascimento e o Barroco ―, que nasceram e tiveram seu auge em muitos dos distritos italianos”, como explica o curador da exposição, professor Giovanni Morello, pesquisador que trabalhou na Biblioteca Vaticana durante trinta anos.

A exposição ocupará integralmente o segundo andar do museu e apresentará ao público obras emblemáticas como Resurrezione[Ressurreição] de Ticiano, e raridades como a primeira representação conhecida de Jesus Cristo, de autor desconhecido, datada entre os séculos III e V, que serviu de inspiração às gerações seguintes. Esse também é o caso de Cristo como Salvator Mundi[Cristo como Salvador do Mundo], do ateliê de Leonardo da Vinci, um dos principais nomes do Renascimento italiano, que também marca presença com outras obras em A herança do sagrado.

Para a diretora do MNBA, Monica Xexéo, “esta será uma das exposições mais relevantes já realizadas no país e na América do Sul, abordando a arte do período Renascentista e do Barroco italiano. A mostra reforça os laços culturais entre o Brasil e a Itália”.

A nota explica ainda que a mostra apresenta pinturas, esculturas, joias e relíquias divididas em quatro módulos.  O primeiro tratará exatamente das representações dos diversos episódios da vida de Cristo, com destaque para obras de Ticiano e Peter Paul Rubens.

O segundo será dedicado à missão e à vocação dos apóstolos Pedro e Paulo. Nessa parte da exposição, o público poderá apreciar inúmeros achados e obras de arte provenientes da antiga Basílica de São Pedro, conhecida como Basílica de Constantino, no Vaticano.

Já o terceiro módulo da mostra terá como tema a Virgem Maria, representada em obras muito significativas, como a que veio dos Museus Vaticanos: Madonna del davanzale [Nossa Senhora do parapeito], c. 1490, de Pinturicchio.

O último módulo é dedicado a obras e relíquias que remetem à vida dos santos, tema abordado por artistas como Guido Reni e Caravaggio. Em homenagem ao Rio de Janeiro, o público poderá ver de perto o relicário que abriga os restos mortais do crânio de São Sebastião, padroeiro da cidade.

A exposição A herança do sagrado: obras-primas do Vaticano e de museus italianos tem o apoio do Ministério da Cultura, por intermédio da Lei de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet), e é uma realização do Pontifício Conselho para os Leigos, do Comitê Organizador Local da Jornada Mundial da Juventude Rio2013, da Fundação João Paulo II para a Juventude, em conjunto com o governo federal do Brasil, por meio do Instituto Brasileiro de Museus e do Museu Nacional de Belas Artes.

Segundo o gerente de Eventos Culturais da JMJ Rio2013, Gustavo Ribeiro, “a mostra é o principal evento cultural da Jornada Mundial da Juventude”, que acontecerá este ano no Rio de Janeiro, de 23 a 28 de julho, com a presença do Papa Francisco. “Ela será a maior exposição já realizada para uma edição do evento, resultado do apoio inédito de diversas instituições da Santa Sé (Vaticano) e da Itália”, garante.

A produção da mostra no Brasil é coordenada pela Expomus, empresa brasileira que atua há mais de trinta anos no mercado cultural, em parceria com a empresa italiana Artifex. A exposição conta com o patrocínio da Caixa e copatrocínio da Firjan e da Pirelli. Tem ainda o apoio de diversas instituições italianas, como o Ministério do Patrimônio, Cultura e Turismo, o Ministério do Meio Ambiente, o Consulado da Itália no Rio de Janeiro, o Instituto Italiano de Cultura, do Instituto Cervantes e das empresas: Fórum das Américas, Eni, Enel Green Power, Tim Brasil, Telespazio, Finmeccanica, M&G, Conai, Novamont e Illy.