A idolatria e a hipocrisia matam a verdadeira fé cristã

Durante a homilia em Santa Marta, papa Francisco exorta a não colocar as próprias ideias antes de Deus

Roma, (Zenit.org) Luca Marcolivio | 1690 visitas

Ninguém é autenticamente cristão se esquece do “Novo mandamento” que Jesus ensinou: amar o próximo como Ele te ama. Afirmou papa Francisco nesta manhã, durante a missa em Santa Marta, em uma homilia centrada no tema da fé autêntica em contraposição ao formalismo e a hipocrisia.

Muitos cristãos, observou o Santo Padre, são tentados a se transformarem em “apóstolos das próprias ideias”, e não do Evangelho; “devotos do bem estar” e não de Deus.

Na primeira leitura de hoje, São Paulo fala do fenômeno da idolatria daqueles que mesmo conhecendo a Deus, não glorificaram nem agradeceram a Deus: “trocaram a verdade de Deus pela mentira, adorando e servindo a criatura em lugar do Criador, que é bendito para sempre” (cf.Rm 15, 25). Este tipo de idolatria pode “sufocar a verdade da fé, na qual se revela a justiça de Deus”, comentou o Santo Padre.

Os idólatras se perdem “no egoísmo do próprio pensamento, o pensamento onipontente... eu penso a verdade e faço a verdade com o meu pensamento”.

Se em determinado período os ídolos eram estátuas, répteis, ... hoje tomam uma forma diversa: “existem muitos ídolos e muitos idólatras que se acham ‘sabidos’, inclusive entre nós, cristãos, que trocam a glória incorruptível de Deus com a imagem do próprio ‘eu’, as minhas ideias, a minha comodidade.”

Como ninguém está imune às seduções dos ídolos, “podemos perguntar a Deus: qual é o meu ídolo escondido?”

Como São Paulo estigmatizava os idólatras, Jesus não era menos severo com os hipócritas que se espantaram “de que ele não se tivesse lavado antes de comer”  (Cf Lucas 11, 37-41).

“Se tu és um carreirista, se tu és ambicioso, se tu és uma pessoa que sempre se gaba de si próprio, porque acredita que é perfeito – continuou o Santo Padre -  faz um pouco de esmola e isso curará a tua hipocrisia”.

A estrada do Senhor “é adorar Deus, amar Deus, que é sobretudo amar o próximo”.  É tão “simples mas tão difícil! Isto apenas se faz com a graça! Peçamos esta graça.”