A luz de Nossa Senhora da Caridade do Cobre

Breve história do ícone mariano mais célebre de Cuba

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ROMA, quinta-feira, 28 de março de 2012 (ZENIT.org) - Bento XVI acendeu uma vela nesta terça-feira diante da imagem de Nossa Senhora da Caridade do Cobre, da qual Cuba está comemorando os 400 anos.

A imagem da Virgem do Cobre, vestindo uma túnica e um manto com bordas de ouro, foi descoberta em 1612 por Rodrigo e Juan de Hoyos, índios, e por Juan Moreno, escravo de origem africana. A imagem de madeira foi achada sobre uma placa flutuante na baía de Nipe, a nordeste da ilha, com a inscrição "Eu sou a Virgem da Caridade".

A imagem foi levada para a mina de El Cobre, lugar onde o primeiro santuário foi construído em 1684.

A Virgem da Caridade do Cobre é também chamada de Virgen Mambisa, termo que originalmente era pejorativo e usado pelos conquistadores para se referir à população local. Os patriotas combatentes da independência de Cuba chamavam a si próprios de mambises.

O santuário de El Cobre é profundamente ligado à história de Cuba. Em 1801, foi lido nele o "Manifesto pela liberdade dos escravos das minas de El Cobre", fruto dos esforços do capelão do santuário, padre Alejandro Escanio, defensor da libertação dos escravos.

Em 1868, um abolicionista e defensor da independência foi em peregrinação ao santuário para rezar pela liberdade de Cuba. Em 12 de julho de 1898, a missa de ação de graças pela independência da ilha foi celebrada em El Cobre . Em 1916, a Virgem da Caridade foi proclamada padroeira de Cuba pelo papa Bento XV. Em 8 de setembro de 1927 foi inaugurado o santuário atual.

Tal como no ano jubilar atual, também em 1952 a Virgem de El Cobre foi levada em peregrinação ao redor da ilha toda. Em 1959, durante o Congresso Nacional Católico, a imagem esteve presente na missa celebrada na Praça da Revolução. Em 1977, o papa Paulo VI concedeu ao Santuário de El Cobre o título de Basílica Menor.