A moralidade é a garantia da sustentabilidade de uma sociedade, afirma arcebispo

Segundo Dom Walmor Azevedo, conhecimento do Senhor é fonte de retidão

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BELO HORIZONTE, sexta-feira, 28 de setembro de 2007 (ZENIT.org).- Diante de rumos incertos que conduzem à decadência do ser humano, há que se enfatizar que «a moralidade é a garantia da sustentabilidade de uma sociedade», afirma um arcebispo brasileiro.



Segundo Dom Walmor de Oliveira Azevedo, arcebispo de Belo Horizonte (sudeste do Brasil), «rumos vesgos» estão definindo os horizontes da sociedade moderna.

«Rumos vesgos estão configurando a decadência que está corroendo os destinos de culturas, povos e nações», enfatiza o arcebispo, em mensagem aos fiéis difundida esta sexta-feira pelo site de sua arquidiocese.

Para Dom Walmor, «não pode ser moderno apenas analisar e detectar as causas que estão provocando o desmoronamento das pretensões lucrativas, prioridades de grupos e instituições».

«É uma grande ilusão fixar o olhar tão somente nos avanços tecnológicos e nas conquistas científicas. Há de se retomar, de modo sempre mais ostensivo e determinante, que a moralidade é a garantia da sustentabilidade de uma sociedade, de suas instituições e das pessoas», afirma.

Segundo o arcebispo, esta indicação pode parecer «ter cheiro de coisa antiga». Mas, de acordo com ele, «vale pensar que esta coisa que parece antiga é indispensável na mudança destes rumos vesgos que estão definindo e configurando a atualidade».

Dom Walmor destaca que esta é uma análise que não pode faltar e uma meta prioritária a ser atingida na vida da sociedade.

«Do contrário, vai ser inevitável o colapso. Na verdade, ele está acontecendo de modo avassalador. Um colapso que é fruto destes rumos vesgos adotados ilusória e falsamente na convivência social, religiosa e política.»

O arcebispo de Belo Horizonte recorda que o profeta Isaías «indicou aos seus contemporâneos como sair deste buraco» (cf. Is 11, 1-9).

«Na verdade, suas indicações são simples e de enorme eficácia. A ordem nova que ele anuncia não tem seu nascedouro nos ditames da lógica econômica cujo coração é o lucro perverso.»

«O lucro perverso que determina o funcionamento da sociedade pela dinâmica de uma disputa insana, engrossando, horrorosamente, o número dos derrotados e restringindo o número dos únicos donos da terra.»

Segundo Dom Walmor, o profeta aponta a solução «para este problema gravíssimo que está transformando a sociedade num palco de misérias e de absurdos».

«O conhecimento do Senhor é a única fonte, sempre nova, para a conquista do que possibilita a superação destes rumos vesgos. É muito arriscado, em nome de um laicismo, escolhido para ser roupagem de estados e instituições, assorear fontes importantíssimas do coração humano, o conhecimento do Senhor.»

«Não será este assoreamento responsável pela incapacidade de alcançar o que o profeta considera como a dinâmica determinante na superação dos rumos vesgos?», questiona o prelado.

Certamente – prossegue Dom Walmor –, para admitir esta indicação do profeta «é necessário elencar a lista interminável do que comprova os rumos vesgos da sociedade».

«Vale a pena listar as instituições, sua credibilidade, seus frutos para a sociedade. É oportuno fazer, fartamente, considerações a respeito da perda de identidade de tantas instituições, enquanto passam a funcionar vesgamente em contradição com as razões que definem sua missão e seu serviço específico a ser prestado ao povo.»

«A lista é enorme e a vesguice é incontestável. O começo da solução está na indicação do profeta: prezar e lutar para ter a justiça como o próprio cinto e a verdade como cinturão. O conhecimento do Senhor é a fonte certa», afirma o arcebispo.